quarta-feira, 3 de março de 2010

RECADINHO AO PEDRO BIAL


Cara, se já não bastasse o Brasil - com todos os seus dilemas e conflitos - fosse o país do futebol, do carnaval, das novelas dissimuladoras e do ultrapassado modelo religioso judáico-cristão, agora passa também a ser o país do Big Brother. Assim não há quem controle a avalanche do atrazo mórbido que nos persegue todo o tempo. Pois sempre ouvi dizer que com o nosso carnaval, futebol, catolicismo, televisão, escola e agora, com o nosso BBB, na verdade, ninguém, mas ninguém mesmo segura este país, rumo às mazelas, mágoas, problemas, dores e sofrimentos insustentáveis.
O mais incrível é que neste inevitável assédio moral - pois nem precisamos assisti-lo para saber de tudo, tal como invade a nossa privacidade e as nossas casas - comandado pelo veterano jornalista Pedro Bial é que, além de ser manipulado para que se chegue aos resultados desejados pelos donos da Globo, induz e conduz a sociedade inteira para isto. Retirando do próprio bolso as suadas moedas para pagarem os seus votos que possibitam a esta emissora a constituir a fortuna do seu patrimônio. Além de proporcionar prêmios milionários, com o quê, num ciclo vicioso consegue laçar e prender legiões inteiras de telespectadores, mantendo este crime explorador, este avilte contra pessoas horrivelmente ingênuas e incautas, inclusive pelas atividades anteriores desta mesma rede de televisão, aniquiladora de consciências e alienadora de massas inteiras.
Num paredão, mais de setenta e dois milhões e trezentos mil brasileiros pagam para votar defendendo a postura mesquinha, tinhosa, sectária, preconceituosa, homofóbica, aética e mal educada do brother Marcelo Dourado contra os valores reais de uma certa Angélica. Que jogou com dignidade. Sem temer nada e fazendo o que considerava certo em relação a ela e às demais pessoas que ali estavam. Ou seja, Angélica foi excluída, convidada a se retirar sumariamente, por ser justa, leal, inteira e optar pela bondade ao invés da competição doentia desta outra desaventurada e brutal pessoa.
Depois, mais absurdo ainda é quando Dourado, este monumento misógeno, pouco educado e grosso. Que aliado à falsa, prepotente, estressada, pouco respeitosa, autoritária, Lia, somando os dois a mais absoluta ignorância, uma quase imbecilidade, ganham da Cláudia, que, por agir pelo coração, pela alma. Sendo coerente com as relações até ali mantidas, sendo igualmente excluída do grupo por idênticas razões.
E o eestereotipado Bial, ao cumprimentar a nova excluída, trata logo de criar uma esfarrapada desculpa para que a massa dos telespectadores e votantes BBB, nem de longe desconfiem da máfia montada para endeusar a globo e conduzir o exercício social e político a serviço da concepção burguesa e dos princípios elitistas, que, infelizmente, se traduzem nas grandes desgraças que assistimos e sofremos todos os dias. Mas pelo que vemos, parecem fazer o que podempara que tudo se preserve e se amplie.
Dourado e Lia são a síntese do que de pior entendo como valores humanos, em termos de percepção, dignidade, solidariedade, bondade, empatia. São exemplos que refletem a ausência completa do que podemos caracterizar como pessoas do bem. Pérfidos, psicologicamente violentos, oportunistas de plantão. Um horror. E o que dizer dos patrocinadores como a Minuano, a Knor, a Fiat que ajudam a perpetuar no poder a figura mais homofóbica, preconceituosa e imbecil que já apareceu na televisão brasileira?
E além de programas como este existirem, me entristece muito que a retrógrada sociedade brasileira ainda consiga trocar Cacaus e Angélicas, por Dourados e Lias. O que é para mim uma coisa inacreditável vez que o povo brasileiro é tido como bom, solidário, inteligente, perspicaz. Mas o que não faz uma Globo que manipula desde concurso de miss até as eleições presidenciais? É!... nós brasileiros estamos, pelo menos por enquanto irremediavelmente perdidos.
Especialmente, este BBB 10 foi feito e estudado pela Rede Globo para que o Marcelo Dourado ganhe o prêmio. É aquela linha da filosofia popular: "Já que não se pode com o inimigo, alie-se a ele." Se vivemos numa sociedade violenta, seca, grossa, agressiva, ignorante, mal-educada. etc. Pessoas sem ética, que arrotam à mesa, que soltam pum na frente dos outros, que defendem dramaticamente idéias escusas e valores retorcidos. Que são profundamente egoístas e maquiavélicas - como Marcelo e a odiosa Lia - precisam ser eleitos como seus líderes. Assim, ficamos do lado da maioria e continuamos preservando nosso bem-estar e nosso status, embora, causando desgraças infinitas para todos os demais, o que, definitivamente, não importa, uma vez que estamos bem e pronto. Pois é esta a filosofia draconiana no BBB.
Mas e o Pedro Bial com isso? Este veterano deveria abandonar um pouco a sua posição piegas e efeminada, este texto de mocinha apaixonada e ter uma atitude mais coerente com a sua personalidade, a sua história. Eu, no lugar dele, quando o BBB trocou a Angélica pelo Dourado, atiraria o microfone no chão em sinal de protesto e sairia pela primeira porta que conseguisse encontrar. E não, pelo contrário, ficaria montando sorrisos falsos e frases disfarçáveis para mostrar a sua "neutralidade" perante aquela injustiça toda. Coisa de gente covarde, de gente sacana. E pior que isto, no caso da Cláudia em que as coisas se mostram muito mais horrendas ainda.
Espero ter a chance de ainda colocar o dedo na cara deste senhor ridiculamente metido a menino e falar abertamente sobre todas estas coisas. Criticar seu discurso adocicado, seu pezinho fazendo ponta, seu jeitinho de libélula passando cantadas imbecis nos rapazes e envolvendo a sociedade pobre que sempre vota mais e mais enriquecendo a globo e mantendo, em última análise esta palhaçada toda.
E, finalmente, o meu recado, Bial: Todos que participaram desta palhaçada chamada Big Brother Brasil, inclusive a Marisa Orth, participaram uma única vez. Repassando, bem menos que você os males que isto sintetiza. Você já trabalha na décima edição consecutiva e cada vez mais se mostra mais vendido, mais covarde, mais cego em relação a todas estas coisas.
Lembre-se do caos que você, especialmente ajuda a construir. E que você não é só você..."Nos dias hoje é bom que se proteja, ofereça a face a quem quer que seja... Não lhes dê motivos, porque na verdade eu te quero vivo...Pense nos seus pares, pense nos seus filhos"...
Bial, eu, o Brasil decente e o sábio universo superior somos cientes do que você faz. Estamos de olho em você. Deixa de ser dissimulado, rapaz. Você já passou da idade destas gracinhas.

Antonio da Costa Neto


sábado, 20 de fevereiro de 2010

MENTIRA REPETIDA VIRA VERDADE: O ILUSIONISMO DO GOVERNO LULA FUNCIONA ASSIM




O BLOG DE ADRIANA VANDONI ESTÁ CENSURADO POR ORDEM JUDICIAL! Mulher de coragem que fala o que deve está sendo punida pelo governo Lula! Veja abaixo o texto que foi censurado pelo governo Lula. Publicado por Adriana Vandoni em 10 novembro, 2009:

Já tivemos presidentes para todos os gostos: tatorial, democrático, neo-liberal e até presidente bossa nova. Mas nunca tivemos um vendedor de ilusão como o atual. Também nunca tivemos uma propaganda à moda de Goebbels no Brasil como agora. O lema de Goebbels era uma mentira repetida várias vezes, se tornará uma verdade. O povo, no sentido coletivo, vive em um jardim de infância permanente.

Vejamos alguns dados vendidos pelo ilusionista. O governo atual diz que pagou a divida externa, mas hoje, ela está em 230 bilhões de dólares. Você sabia ou não quer saber? A pergunta é: pagou? Quitou? Saldou? A resposta é não, apenas nos iludiram. Mas uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Veja bem, pagamos sim, ao FMI, 5 bilhões de dólares, o que portanto mostra apenas quão distante estamos do que é pregado para o povo. É sim uma dívida monstruosa que vem sendo arrolada por meios excusos, cuja explosão só sentiremos o impacto desastroso, certamente, quando os companheiros não estiverem mais aí. Quem viver, verá.

E ainda, nossa dívida interna saltou de 650 bilhões de reais em 2003, para 1 trilhão e 600 bilhões de reais hoje, e a nossa arrecadação em 2003 ano da posse do ilusionista que foi de 340 bilhões, em 2008 foi de 1 trilhão e 24 bilhões de reais. E isto ninguém nos conta, pelo contrário, se esconde a sete chaves e a todo o custo.

Este ano a arrecadação caiu 1% e, olhem bem, as despesas aumentaram 16, 5%. Mas esses dados são empurrados para debaixo do tapete. Enquanto isso os petralhas estão todos de bem com a vida, pois somente com nomeação já foram 108 mil, isso sem contar as 60 mil nomeações para cargos de comissão. É o aparelhamento do Estado. Enquanto isso os gastos com infra-esturutra só subiram apenas 1%, já as despesas com os companheiros subiram para mais de 70%. Como um país pode crescer sem infra-estrutura, sendo essa inclusive a parte que caberia ao governo?

O PT vai muito bem, os companheiros estão todos muito bem situados, todos, portanto, estão fora da marolinha, mas nos outros estamos sentindo o peso do Estado petista ineficiente, predador, egoísta, pouco inteligente e autoritário. Nas áreas cruciais em que se esperaria a mão forte e intervencionista do governo, ou seja, na saúde, educação e segurança o que temos são desastres e mais desastres, mortandades. Um atraso pedagógico muito mais que gritante, um ensino medíocre, formador de mão de obra barata para enriquecer as elites exploradoras e programas de ensino superior para garantir o lucro abusivo das instituições particulares, enquanto a universidade pública, absolutamente sucateada, morre despedaçada e deixada ao abandono, tanto estrutural, como, especialmente, no campo das idéias. Um horror muito mais que absoluto.


O governo Lula que fala tanto em cotas raciais para a educação, só se preocupa com a estrutura material mas não se ajusta em termos psicológicos, educacionais e mesmo e mesmo em relação ao conhecimento que deveria fazer acontecer. Nossas universidades constituem o mais notório poço só de ignorâncias e vaidades, basta dizer que entre as 100 melhores universidades do mundo, o Brasil passa longe. Já os Estados Unidos (eta capitalismo) possuem 20 universidades que estão entre as 100 melhores. O Brasil não aparece com nenhuma.

São números. O governo Lula também desfralda a bandeira da reforma agrária. O governo anterior fez mais pela reforma agrária que o PT, mas claro, esses números não interessam. Na verdade não deveriam interessar mesmo. Basta dizer que reforma agrária é mais falácia do que coisa concreta em beneficio da sociedade. Se querem saber, em todos os países onde houve reforma agrária, logo em seguida se tornaram países importadores de alimento. A ex-URSS, Cuba e China são exemplos claros do que estou afirmando.

Mas continuamos com o discurso de reforma agrária. A URSS quando Stalin coletivizou a terra, passou a ser importadora de alimento e consequentemente a ser um dos responsáveis pelo aumento do preço do alimento no mundo. Entendam. Cuba antes da comunização com Fidel, produzia 12 milhões de toneladas de açúcar do mundo, hoje não produz nem 2 milhões. A Venezuela tão admirada por Lula produzia 4 mil quilos de feijão por hectares, depois da reforma agrária praticada pelo coronel Hugo Chaves só produz 500 kg por hectares. Mas os socialistas não sabem nem querem saber dessas questões, o trabalho que dá para produzir, para gerar alimentos, isso porque eles tem a sociedade para lhes pagar o salário, as contas e as mordomias, além de dinheiro do contribuinte para colocar comida na sua mesa.

Mas eles não sabem nem querem saber sobre o que é produzir, cultivar, plantar alimentos. Pois bem, os companheiros acreditam nos milagres da reforma agrária. Dizem que estão mudando o país. É para gargalhar. Agora incrível, e hoje está mais do que comprovado, que com a diminuição dos impostos nos setores de eletrodoméstico fez o comércio e indústria neste setor produzir e vender mais. O aquecimento na venda de carros também surtiu efeito com a redução de impostos. O que fica definitivamente comprovado que imposto nesse país é um empecilho ao progresso e ao desenvolvimento. Mas o discurso dos petistas é outro. Ou seja, uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. É o ilusionismo de Lula e de sua patota grotesca. É esta a evolução política que esperávamos sem medo de sermos felizes?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

POEMA DO MENINO JESUS


Num meio-dia de fim de primavera
Eu tive um sonho como uma fotografia
Eu vi Jesus Cristo voltar à terra
Veio pela encosta de um monte.
E era a eterna criança, o Deus que faltava.
Tornando-se outra vez menino,
A correr e a rolar pela relva
E a arrancar flores para deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir de
segunda pessoa da Trindade.
Um dia, que Deus estava dormindo
e que o Espírito Santo andava a voar
Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro, ele fez com que ninguém
soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo, ele criou-se
eternamente humano e menino.
E com o terceiro ele criou um Cristo
e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.
Depois ele fugiu para o sol
e desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje ele vive comigo na minha aldeia
e mora na minha casa em meio ao outeiro.
É uma criança bonita, de riso e natural.
Atira pedra aos burros.
Rouba a fruta dos pomares.
E foge a chorar e a gritar com os cães.
Nem sequer o deixaram ter pai e mãe
como as outras crianças.
Seu pai eram duas pessoas: um velho carpinteiro
e uma pomba estúpida, a única pomba feia do mundo.
E sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher, era uma mala
em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que justamente ele
pregasse o amor e a justiça.
Ele é apenas humano, limpa o nariz com o braço direito,
chapina as possas d'água;
colhe as flores, gosta delas, esquece-as.
E porque sabe que elas não gostam
e que toda a gente acha graça, ele corre atrás das raparigas
que carregam as bilhas na cabeça
e levanta-lhes as sáias.
A mim, ele me ensinou tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
E aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.
Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.
E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente.
Sempre a escarrar no chão e a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes
da eternidade a fazer meias.
E o Espírito Santo coça-se com o bico;
empoleira nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é tão estúpido como nas Igrejas.
Diz-me que Deus não percebe nada das coisas
que criou, do que duvido.
"Ele diz por exemplo que os seres
cantam sua glória."
Mas os seres não cantam nada,
se cantassem, seriam cantores.
Eles apenas existem e por isso são seres.
Ele é o humano que é o natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E é por isso que eu sei com toda certeza
que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E depois, cansado de dizer mal de Deus
ele adormece nos meus braços
E eu o levo ao colo para casa.
Damo-nos tão bem um com o outro
na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro
Mas vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo,
como a mã0 direita e a esquerda.
Ao anoitecer, nós brincamos nas
cinco pedrinhas no degrau das portas de casa.
Graves, como convêm a um deus e a um poeta.
E como se cada pedra fosse um universo
E fosse por isso um grande perigo
deixá-la cair no chão.
Depois ele adormece
E eu o deito na minha cama
despindo-o lentamente
seguindo um ritual muito limpo, humano
e materno até ele ficar nu.
Ele dorme dentro da minha alma.
Às vezes ele acorda de noite
E brinca com os meus sonhos
Vira uns de perna para o ar,
Põe uns encima dos outros
E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa
E deita-me na tua cama
E conta-me histórias, caso eu acorde,
para eu tornar a adormecer.
E dá-me os sonhos teus para eu brincar...


(Alberto Caeiro)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SOU UM SER PROATIVO? ESTOU CERTO NO QUE PENSO E FAÇO?


Cada época é marcada com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Somos todos meio que treinados por uma educação e uma cultura absolutistas do lucro, do benefício imediato e do resguardo do que é meu, do meu conforto, sem saber que, com isto, estamos, na verdade atirando nossas vidas e perspectivas no mais profundo abismo de lodo e de trevas.
Muitos poderão dizer que não acreditam e simplesmente ignorar essas palavras. Mas uma coisa é certa: trata-se de uma grande verdade. A nossa época é notável pelas conquistas intelectuais, mas lamentavelmente marcada pela indiferença moral. Quando vemos, nas mídias, de maneira escancarada, a mentira, a corrupção, a hipocrisia, temos que dar razão aos sábios do espaço, que nos observam atentos. Pessoas que estão no poder se chafurdam na corrupção e zombam do povo diante das câmeras, numa demonstração vergonhosa de indiferença e desrespeito por aqueles que os colocaram na posição de mando. Pais observam, passivos, o mau-caráter de filhos tiranos, violentos, que pisam nos sentimentos alheios como quem esmaga um verme infeliz.
Jovens, filhos de pais que fazem as leis ou que deveriam exigir o seu cumprimento, são os primeiros a desdenhá-las, desrespeitá-las, com visível cinismo, como se estivessem acima do bem e do mal. Mães que maltratam filhos indefesos ou os jogam no lixo, como se fossem dejetos fétidos dos quais desejam se livrar. Hordas de pessoas que se dizem injustiçadas invadem propriedades alheias com armas em punho, com violência, e com a certeza de contar com a impunidade e a indiferença das autoridades. Povos inteiros são massacrados, subjugados, quase exterminados, por nada. Apenas para que o mundo veja quem tem mais poder...
São realmente tempos de grande indiferença moral, não há dúvida... Parece, mesmo, que o mundo vai acabar em corrupção, em conluios, conchavos, interesses mesquinhos de toda ordem... E isso tudo acontece diante das vistas dos intelectuais do terceiro milênio, daqueles que deveriam e poderiam usar os veículos de comunicação para conter essa "tsuname" moral que tudo arrasta, poderosa. Diante de uma geração que assiste a tudo em tempo real, graças aos avanços tecnológicos.
E as pessoas de bem se perguntam, desoladas: "Que mundo é esse? Que tipo de pessoas estão com as rédeas do planeta nas mãos?" Não se pode negar, todavia, que muitas estão indignadas, mas, lamentavelmente, a nossa indignação não sai do conforto do sofá, na sala aconchegante, de dentro da segurança de nossos lares. São tempos de indiferença moral, de passividade, de insensibilidade generalizada, certamente. No entanto, devemos convir que se todos quiséssemos, poderíamos "emparedar" e retirar de cena os malfeitores, em pouco tempo. Isso sim valeria à pena. Mas a maioria prefere pagar para opinar nos shows de faz-de-conta, como se isso lhes garantisse alguma vantagem real. E assim vamos vivendo, de ilusão em ilusão...E a indiferença vai se alastrando, destruindo, entorpecendo, infelicitando, aniquilando a esperança...
Se você é uma dessas pessoas que está indignada com a situação, faça alguma coisa. Aja de alguma forma. Escreva. Fale. Manifeste-se. Cobre atitudes dos governantes. Mas faça isso com serenidade e bom senso, sem violência. Considere que toda atitude violenta não faz sentido, quando o que se pretende é justamente o contrário. Pense nisso, e não fique só na indignação. Arregace as mangas, cobre dos seus chefes, mandantes. Exija que tudo seja feito pelo bem de todos e não de poucos, inadivertidamente, sempre os mesmos. Ensine, oriente, mas, principalmente, dê exemplos práticos. Faça acontecer os seus sonhos e que estes não representem apenas pequenos privilégios materiais e passageiros.
Acima de tudo, repense suas ações, palavras, pensamentos, omissões. Examine o seu trabalho e se pergunte a que e a quem ele serve? A quem ele prejudica, mesmo que de forma lenta e indireta? Pois sempre, tudo que beneficia, também prejudica a alguém e a alguma coisa. Pois o mundo é dual e nada é absolutamente bom ou mal. Basta saber de que lado você está. Estamos num período histórico em que temos que examinar tudo, duvidar de tudo, questionar absolutamente tudo.
Relembrando aqui o pensamento do memorável Martin Luther King que dizia: - "O que me assusta não é o comportamento dos maus. Mas, muito mais que isto, a apatia, a omissão e o silêncio dos bons".

sábado, 23 de janeiro de 2010

O DIA EM QUE GOTTFRIED BENN PEGOU ONDA


Alberto Pucheu

É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo. É preciso aprender.
Há dias de sol por cima da prancha,
há outros, em que tudo é caixote, vaca,
caldo. É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, é preciso aprender
a persistir, a não desistir, é preciso,
é preciso aprender a ficar submerso,
é preciso aprender a ficar lá embaixo,
no círculo sem luz, no furacão de água
que o arremessa ainda mais para baixo,
onde estão os desafiadores dos limites
humanos. É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, a persistir, a não desistir,
a não achar que o pulmão vai estourar,
a não achar que o estômago vai estourar,
que as veias salgadas como charque
vão estourar, que um coral vai estourar
os miolos – os seus miolos –, que você
nunca mais verá o sol por cima da água.
É preciso aprender a ficar submerso, a não
falar, a não gritar, a não querer gritar
quando a areia cuspir navalhas em seu rosto,
quando a rocha soltar britadeiras
em sua cabeça, quando seu corpo
se retorcer feito meia em máquina de lavar,
é preciso ser duro, é preciso aguentar,
é preciso persistir, é preciso não desistir.
É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, é preciso aprender
a aguentar, é preciso aguentar
esperar, é preciso aguentar esperar
até se esquecer do tempo, até se esquecer
do que se espera, até se esquecer da espera,
é preciso aguentar ficar submerso
até se esquecer de que está aguentando,
é preciso aguentar ficar submerso
até que o vulcão de água, voluntarioso,
arremesse você de volta para fora dele.

domingo, 17 de janeiro de 2010

TRATADO GERAL SOBRE O CINISMO DO GOVERNADOR ARRUDA


Texto de Dora Kramer ao qual tomei a liberdade de fazer pequenas alterações para esta publicação no blog:


Para o exercício do logro, o governador José Roberto Arruda possui instrumental completo: não conhece limites, menospreza o discernimento alheio, confia na eficácia de seus truques e acha que suas mentiras têm pernas longas. E sempre têm, vez que lidera uma comunidade de eleitores bossais, sem, no mínimo, um pouco de memória política ou histórica.
A ideia de recorrer ao mesmo expediente de 2001, quando foi severamente implicado com o escândalo do painel do Senado ( juntamente com o hoje, assessor direto de Lúcifer, Antonio Carlos Magalhães) de novo pedindo desculpas por seus pecados alegando ter sido vítima da própria ingenuidade, deve ter-lhe parecido genial.
Afinal, foi muito bem-sucedido na ocasião. Recebeu uma votação extraordinária no ano seguinte para deputado federal e cinco anos depois de renunciar ao mandato e sair escorraçado do PSDB, virou um "case" em matéria de volta por cima, elegendo-se governador em aliança integrada, entre outros, pelo mesmo PSDB.
Nos quatro principais pronunciamentos que fez nesse período para negar e depois se penitenciar de seus delitos, José Roberto Arruda escreveu um perfeito tratado geral sobre a arte de iludir plateias com a feição do pecador contrito.
"Inútil resistir à verdade", disse ele em momento alto de franqueza quando admitiu ao Senado, em 23 de abril de 2001, que cinco dias antes havia mentido naquela mesma tribuna ao negar a violação do sigilo do painel eletrônico e chamar de mentirosa a funcionária que afirmava ter entregado a ele a lista de votantes na cassação de Luiz Estevão, no ano anterior.
Naquele ato de contrição, na véspera de renunciar ao mandato de senador, Arruda se disse vítima da própria cobiça - "o poder estava me levando, pela vaidade exagerada, pela ambição desmedida, a um atalho, a um desvio, que não é o caminho que tracei"- e assegurou ter aprendido a lição: "É um aviso para mudar enquanto é tempo".
Invocava a desproporcionalidade entre o crime e o castigo - "não matei, não roubei, não enriqueci, não desviei dinheiro público!" - e distribuía ensinamentos a respeito da prevalência da ética sobre a ambição.
"Não há nada de errado em ser ambicioso, mas o erro que muitos temos cometido, e eu certamente cometi, é definir a ambição antes de definir a ética." Esta seria a receita contra a tentação de, diante da oportunidade, se reduzir o "rigor ético".
Parlamentar de primeiro mandato à época, Arruda dizia ter sido acometido por "grande dose de ingenuidade".
"De fraqueza, de açodamento. Falhei, fui ingênuo, infantil, descuidado algumas vezes, mas pretendo, com esse gesto (a penitência) que vem de dentro da alma, dar o exemplo de que sempre se pode retomar o verdadeiro caminho."
Daí em diante, a bordo desse discurso, José Roberto Arruda tomou o caminho da reconstrução da carreira. Pediu perdão coletiva e individualmente a quase cada um de seus eleitores, percorrendo bairros de porta em porta, dizendo de seu arrependimento aos cidadãos de Brasília.
Até chegar em 2006 a governador do Distrito Federal e, três anos depois, voltar à cena da transgressão com provas produzidas em operação da Polícia Federal, de como havia, de novo, privilegiado a ambição do poder em detrimento do "rigor ético".
Aliou-se a um esquema de ilicitudes montado pelo antecessor e tomou um atalho para o Palácio do Buriti se elegendo "por dentro" do aparelho. Viciado, e, portanto, aderiu aos vícios.
Conforme ficou demonstrado pela entrega de gabinete, acesso e desenvoltura de trânsito no poder ao homem que operava a corrupção, que viria a se transformar no denunciante do esquema e com ele, Arruda, visto por todo o Brasil em cena amena de transação financeira.
E o que diz agora o penitente de outrora?
Apela por indulto, alega outra vez ingenuidade, alude ao "erro" de ter "permitido que interesses contrariados" ficassem tão próximos dele e mostra que se alguma coisa aprendeu, foi a se aperfeiçoar na arte de ludibriar: "Eu perdoo a cada dia os que me insultam. Entendo as suas indignações pela força das imagens. E sabem por que eu perdoei? Porque só assim eu posso pedir perdão pelos meus pecados".
Ato contínuo pede que o deixem trabalhar em paz a fim de que "o governo não seja prejudicado" e muitas obras possam ser inauguradas em prol do povo "tão sofredor e, como ele, vitima inocente de descalabros, engodos e interesses iníquos de poucos poderosos".
Uma síntese do festival de descaramento que assombra o Brasil.

sábado, 16 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO FORMAL: UM PROJETO MAQUIAVÉLICO A SERVIÇO DAS ELITES


(*)Antonio da Costa Neto

Estamos em pleno Séc. XXI e algumas coisas permanecem arraigadas no atraso conceitual, metodológico, filosófico, dentre outros. Aí incluindo, os processos pedagógicos, as suas teorias e práticas, a gestão das escolas, enfim, o projeto de educação formal das pessoas.
Faz-se mais que urgente e necessário repensar com profundidade a tônica do papel das escolas, os serviços e desserviços que prestam. Suas lacunas e fragilidades - algumas muito graves - se, de fato, pretendemos superar a crise endêmica que assola o planeta e possamos ter uma qualidade de vida, no mínimo, digna para todos. Sem dúvida, um dos poucos caminhos que ainda nos restam para a superação dos grandes males do mundo a que todos nos achamos expostos e que podemos ser vitimas a qualquer momento.
Sempre trabalhei com educação e sou um apaixonado pela sua causa. Mas paradoxalmente sempre fui também um crítico veemente das escolas, suas ações, seu cinismo histórico doentio. O teor da violência simbólica que elas carregam, praticam e cometem com isto um crime imenso e silencioso contra a humanidade, com uma preocupação absolutamente insensível de se perpetuar o poder do capitalismo - notadamente o internacional - e com ele, todas as formas iníquas de exploração das pessoas e da natureza. Gerando, com isto o grande caos, as crises, os horrores que as sociedades contemporâneas atravessam.
Acredito que quase todos nós estamos insatisfeitos com as múltiplas realidades que nos cercam. Somos a cada dia mais pobres, preocupados com o futuro de todos e, principalmente, o das gerações mais jovens. Muito nos incomoda a tirania do mundo moderno, a iniqüidade da economia e do mercado de trabalho, a violência urbana, o aquecimento global do planeta as endemias primárias, a questão da água no mundo, a corrupção, o trânsito caótico, a violência urbana, apenas para exemplificar.
Mas continuamos, inexplicavelmente, educando as pessoas para que elas possam dar continuidade a tudo isto. Persistimos a reclamar, a reproduzir o modelo, a termos os mesmos resultados que culminam com a infelicidade, os conflitos sociais, a morte precoce e antinatural. E tudo isto me incomoda muito, tanto que venho dedicando anos de estudos, pesquisas e publicações neste sentido, como algumas das conclusões que venho colocar a público por meio deste pequeno ensaio.
Bordieu & Passeron são dois autores clássicos importantes que vêm nos alertar sobre a escola como o mais importante aparelho ideológico a serviço do Estado opressor. Ou seja, para que a sociedade da exploração e do consumo funcione, é preciso que tenhamos cidadãos incautos, inocentes úteis e desinformados. Que forneçam sua força de trabalho, se disponham consciente ou inconscientemente a serem profundamente explorados e que, por fim, paguem e proporcionem o maior lucro possível aos detentores do capital produtivo, num círculo vicioso de mais exploração, mais consumo e mais lucro, e, por conseguinte, com mais miséria, mais desgraças, mais destruição, mais caos.
Ora, o indivíduo que se expõe tão facilmente a este tipo de conduta horrenda e socialmente criminosa precisa ser suficientemente alienado e alijado politicamente de qualquer posicionamento crítico para fazê-lo. Cabe, portanto, às escolas a sublime tarefa de formar - conformar e deformar - as massas inteiras em relação aos potenciais construtores desta sociedade que, por sua vez, garantirá o pleno bem-estar dos seus mandantes, por meio da exploração contínua e gradual dos ditos subordinados, do povo, das classes populares, dos trabalhadores, entre os quais se incluem os profissionais da educação, que, em última análise, trabalham ideologicamente contra eles mesmos.
É preciso que saibam disto, embora doa. No entanto, a saída possível começa com o conhecimento e a aceitação desta dura realidade, o que, a princípio, os educadores têm a maior dificuldade. O que já faz parte do projeto maquiavélico de se usar a educação para a garantia dos interesses da perversidade dos modelos econômicos centralizadores e perversos, qualificando sempre as pessoas no sentido de se facilitar o processo de uso e de exploração das mesmas. Isso se inicia com a própria formação dos educadores. As faculdades de educação, sempre na extrema retaguarda das universidades - para não falarmos na brutal falta de qualidade e responsabilidade acadêmica da grande maioria das instituições isoladas - fazem de tudo para aniquilar o futuro educador de qualquer visão crítica. Nos seus currículos é proibido falar em economia, inflação, ideologia, mecanismos internacionais, corrupção, crises, exploração do homem pelo homem; para que a crítica seja brutalmente assassinada antes que invada os calabouços horrendos das nossas escolas de todos os níveis, transformando-as em substrato inconsciente da alienação social das massas por meio dos conteúdos que ensinam, das táticas que usam, do policiamento que exercem.
Os pedagogos, os orientadores educacionais por exemplo, são formados para atuarem como autênticos cães-de-guarda farejadores dos interesses burgueses dentro das instituições educacionais. Basta que uma mínima prática ensaie a fugir destes, que começam a latir e rosnar grosso pelos corredores e gabinetes prontos para estilhaçarem qualquer educador que se atreva a fazê-lo. Os cursos de licenciatura são outra vergonha deslavada, formando sempre pseudo-profissionais subservientes aos regimes e domínios da exploração capitalista e dos demais sistemas econômicos em todo o mundo. Sendo notória a transformação da performance entre o calouro e o formando que perde ao longo de seu "curso" toda a sensibilidade, a disposição crítica, a autonomia, a flexibilidade. Produzindo a grande massa dos professores incautos e inocentes que, por infeliz sorte, aí temos.
Por que nas aulas ainda é exigida a tradicional e enfadonha chamada dos alunos? Ora, porque se trata de um momento tão cru, frio e desinteressante que só mesmo a coerção da chamada pode garantir a presença dos alunos. Aliás, o modelo aula/prova, num processo de controle policialesco à imposição de um saber balizado pelo interesse capitalista já foi superado há décadas. E, no entanto, continua aí firme e forte, segregando a teoria da prática, a indução da dedução. Criando forças antagônicas entre o saber, a ludicidade, a vida. Daí a grande resistência dos alunos que querem tudo, menos ir para a escola. E ela – a escola – é a grande responsável por isso. Deveria ser motivadora, interessante, convidativa, agradável. Mas não, continua sendo este "café requentado da pior qualidade" como muito sabiamente brinca o Prof. Pedro Demo em um dos seus inúmeros escritos. Mas é impossível fazer isto sem formar a consciência crítica, a percepção aguçada dos fenômenos, o teor da iniciativa; valores é claro, inúteis à exploração da pessoa, morando aí o grande dificultador de uma educação de real qualidade que, na maioria das vezes, os educadores já acreditam que fazem. Ignorando por concreto a imensa distância que estão deste projeto que ainda está por vir.
Em síntese, a escola ensina aos seus alunos muito pouco do que realmente lhes interessa para viverem, fazerem suas conquistas, construírem sua felicidade, que é o que de fato interessa a todo o ser humano. Ela se utiliza de uma metodologia que mais confina o pensamento da pessoa fazendo dela um autêntico retrógrado aos interesses, motivações e impulsos do mundo e da vida moderna. Não avalia, mas pune o diferente, o criativo, o líder, o capaz. As escolas, tal como estão, estragam as pessoas, limitam suas capacidades, reduzem o seu potencial, transformando-as em pura massa de manobra. E ainda chamam isto de educação.
Há também uma política recessiva de não-valorização do educador e dos profissionais da área. O que é estratégico. E faz parte de um esforço brutal para que o famigerado fracasso da educação seja, de fato, um sucesso para os detentores do poder. Por isso, paga-se mal para que se ensine mal. Para que o magistério seja uma profissão de senhoritas caprichosas ou de senhoras "bem casadas" que não dependam do seu dinheiro para viver, para pagar suas contas. Assim, o Estado opressor atinge seu duplo objetivo: o de gastar menos com a educação para que sobre mais dinheiro para a compra de badulaques para as madames do seu circuito, tendo, em contrapartida gente desmotivada para ensinar bem. Perpetuando a alienação das massas com que se aprazem os governantes, os grandes empresários, os donos do poder. Precisamos, portanto, reconstituir todo o paradigma da educação e da escola, construindo e compartilhando normas e regras, elaborando conjuntamente novos, ricos e diversificados conhecimentos que tragam as respostas realmente necessárias a uma vida digna e de melhor qualidade para todos. Que ajudem a descentralizar o poder e a riqueza, que dêem a todos voz e vez na construção do mundo com o qual, com certeza, quase todos sonhamos.
Devemos, por exemplo, substituir a enfadonha e tediosa chamada nominal dos alunos por atividades ricas, lúdicas, interessantes, convidativas que, por si, já garantam a freqüência e a pontualidade. Trocar a obrigatoriedade do uso do uniforme pelo bom senso estético em saber o que, como se vestir; respeitar o outro, as suas condições econômicas, individualidade, autonomia. Não chamar mais ninguém de tio ou tia, senhor ou senhora, mas respeitosamente, por você e pelo próprio nome, horizontalizando a democracia e propiciando mais liberdade em termos psicológicos. Descentralizar o poder, diversificar os ambientes, os processos, os métodos. Cativar, amar, contextualizar o lúdico. Promover, e não, punir. Educar para a vida, ao invés de induzir para a exploração, o uso, o abuso, o lucro, a construção da insustentabilidade para a vida.
Precisamos enxergar com olhos críticos a essência do papel das escolas e dos educadores que nelas atuam. Sentir a palpável dualidade dos pequenos serviços e dos infinitos desserviços que prestam. Os irremediáveis estragos que cometem. Evitar, daqui para a frente, as profundas desgraças que têm ajudado a constituir, estando ainda hoje, muito longe de saberem disto. E será que desejam mesmo saber? Por onde começar? Buscar uma reflexão para uma ação diferente. É para isto que estamos aqui. Pois nada é por acaso neste universo infinito ao qual pertencemos.
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(*)MsC. e Doutorando em Sociologia da Educação, Professor Universitário, pesquisador e conferencista. Coordenador de projetos afins, autor de diversos livros e artigos sobre o tema. Está implementando experimentalmente o Projeto de sua aut0ria: Pedagogia da Complexidade - uma proposta de educação para o III Milênio, com pesquisa, diagnóstico e políticas e diretrizes com novas arquiteturas para a educação formal.