sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PARABÉNS SILVÂNIA PELOS 243 ANINHOS...UM BEBÊ ENGATINHANDO PELA VIDA...

PARABÉNS, SILVÂNIA!!! NOS SEUS 243 ANINHOS DE VIDA. UM BEBÉ A ENGATINHAR PELA VIDA...



Todo mundo tem uma paixão secreta, acredito! Seja ela qual for. Mas sei também que todo mundo tem uma paixão explicita. E aqui venho deixar escancarada e clara uma das minhas. Cinco de outubro pode ser para muita gente uma data comum. Um dia sem nenhum brilho especial. Uma ou outra pessoa pode até puxar pela memória e ser pega de surpresa ao lembrar, ainda que de maneira atrasada, o aniversário de alguém. De um acontecimento marcante, um amor, um beijo, alguma coisa feliz, gratificante.
Eu, porém, vou mais longe, se me permitem. Vou voltar no tempo e arriscar algumas emoções. Pois, 05 de outubro é a data de aniversário da minha cidade natal. A minha amada Silvânia, a antiga e inesquecível Bonfim, de todos nós. "Terra que ensinou Goiás a ler, a ter cultura, sendo sua Atenas". Cidade que viveu tempos memoráveis do cinema. Onde olhos curiosos acompanhavam ansiosos o mundo que se descortinava frente às enormes telas do Cine Teatro Municipal e do Cinema do Seu Aurelino, na rua do Neves de Siqueira. Ou do teatro das freiras salesianas e da arte suprema e inesquecível de D. Nair Damásio.
Ali, muitos se conheceram e, possivelmente, se apaixonaram. Apertaram as mãos às escondidas, trocaram o primeiro beijo, a primeira carícia carregada de suspiro como se a vida quisesse imitar a arte. E conseguisse. Cidade que tem às margens a telúrica Estação Ferroviária, um por do sol poético. Cheiro do eucalipto, as águas do Rio Vermelho, as velhas histórias de Zé Caetano, Josito, D. Maria Teresa. Silvânia do saudoso Manezão, das figuras humanas tão suas, tão próprias: Hermínio Cotrim, Urbano Caetano, D. Fleuza Corrêa, Chico da Altina, Sinhô.
Silvânia, fragmentos de poemas, sempre inacabados. A voz da Salete encantando multidões. Gracinha do Acrísio, um misto de beleza, carisma, inteligência. Maria Érika, sua arte, sua força. Carmita, seu sorriso, sua máquina de costura, sua batalha incansável, por anos, até hoje, até sempre. Silvânia do Inácio, o anjo sem asas. Do Astrogildo, homem bom, sensível, bem-humorado, uma pessoa maravilhosa. Fazendo par com a sua Cota e ciranda com seus filhos e netos. Silvânia dos Damásios, de D. Darvina, minha eterna professora, com quem muito aprendi. Dos jardins paradisíacos de D. Inácia Leite. As fazendihas com suas porteiras rangendo, suas vacas, galinhas, hortas, flores ao vento. E, logicamente, dos Silva, que lhe deram o nome, a graça, o encantamento da simplicidade que tudo dignifica.
Que tem os famosos colégios Anchieta, Nossa Senhora Auxiliadora e o Aprendizado Padre Lancísio. Além do José Paschoal, o campus da Universidade de Goiás, de educação rigorosa, desdobrando as tradições da clássica pedagogia, dos ensinamentos igualmente especiais e profundos como os suspiros, as saudades, a bondade no coração do seu povo. A Catedral Nossa Senhora do Rosário e a Igreja Matriz do Senhor do Bonfim, com sua pracinha de cidade de interior. Um coreto melancólico e solitário, que nos faz voltar no tempo. Terra de gente católica, que tem como símbolo da fé um Cristo de braços abertos em cruz lá no alto, abençoando a tudo e a todos.
Silvânia deve estar em festa. Antes estaria. E era festa das grandes. Os desfiles em comemoração a sua fundação, eram verdadeiros motivos de grandes expectativas. Os ensaios das "bandas" de cada escola se sucediam cansativos, mas cheios de entusiasmos. Cada um queria render sua homenagem e cada uma maior que a outra. Numa das principais avenidas da cidade os dobrados emocionavam o público. Um amontoado de gente formava um verdadeiro corredor humano para ver o desfile passar. Alguns nem respiravam. Cada centímetro era disputadíssimo. E a cidade lá, acolhendo cada nota como prêmio de uma segura gratidão. Silvânia dos festivais, dos encontros de juventude, das marchas da amizade, das serenatas do Lico, da viola do Zé Luiz, da voz doce da Lalá. E também, dos cursilhos de cristandade, das festas dos ex-alunos. Dos espetáculos, das semanas de retiro, dos jogos escolares. Os uniformes de gala, as gincanas. O mel do seu Brenner, os salgados de D. Almira, biscoitos de Ana Rogéria, presépios de D. Babita. Rezas, benzimentos, crenças, muita fé.
As excursões para Aparecida, D. Rilza sorridente e amorosa. Dr. Helvécio, nsosso dentista atendendo as pessoas no seu casarão da Praça. Os ciprestes do quintal de D. Quetinha. A livraria da Nenzita, Vivin, Maria Preta fazendo graças. Conversas afiadas, rodas, brincadeiras da rapaziada, quadrilha ju8nina marcada pelo Toín da D. Elpídia e Amelinha. Não se sabia o que era mais belo, se a dança, as roupas, a alegria dos casais ou a voz melodiosa de seus marcadores.Alguém lembra como era lindo? Hum! que saudade...
As pamonhadas, a feira ao lado do Céssi. Os pomares de jabuticabeiras, o rádio de D. Nestina sempre no último volume. Os anúncios do Ditão no alto-falante da igreja.O repicar dos sinos, os sermãos do Pe. Polly. A visita da imagem do Divino Pai Eterno e toda gente animada decorando suas portas, iluminando a graça das toalhas brancas e bordadas ao calor das mãos humanas, calejadas, sofridas, mas, nem por isso, deixando de fazer as alegrias do povo.
A cidade que tem como um dos cartões postais a Praça do Rosário. Famosa por sua fonte luminosa onde todos se encontram durante o final de semana e ainda vivem ali os grandes carnavais, os shows que encantas, as feiras, as mostras de arte, só alegrias. Os bailes do Clube Recreativo, as festas religiosas e profanas. A Avenida, o Bar Patropi, o saudoso Tôen do Clóvis...
A casa deliciosa de Seu Cipriano, onde íamos estudar entre paredes de adobo, terreiro de margaridas, cortinas de chitão, estampadas ao vento. E aquele portão lá na rua, longe da casa onde a gente batia e ficava esperando a pessoa e o sorriso. Os meninos do Seu João de Oliveira, com quem eu até não me encontrava muito, mas até hoje, quando encontro qualquer um deles é uma festa tão grande, a demonstração de uma alegria tão imensa, que fico sem graça, emocionado e sem ar. Os filhos do Soguim e D. Laudicena. As nossas idas em sua casa para colher as uvas-do-Pará, uma delícia como poucas. Como não sentir a falta de todas estas delícias.
Silvânia dos Clubes Atenas e das Pedrinhas, do queridíssimo Padre Januário. Da AABB. E como não poderia deixar de lembrar aqui, Silvânia das galerias enormes do Anchieta, das festas juninas, da quadra de vôlei no meio da praça. . Do relógio acertado pelo Tãozinho, do Zequita, D. Luiza Mestre, a Julina do Asilo, D. Preta do Hermelindo, Ivani, Antonio da Laura, Maria do Zé Leão, D. Carlota, Nigrinha, Sinhana de Sá Rosa, Maria Tanásia, Neném do Nego, Vó Cândida e inúmeros outros amores profundos e inesquecíveis. Impagáveis.
Silvânia de D. Inhazica, encantadora. Do Zé Caixeta, um grande prefeito, seguido de Zé Denisson, Zé Tavares, Milton, Adonias do Prado, Augusto Siqueira e tantos outros. Silvânia das festas maravilhosas de São Sebastião, do Divino, das comemorações da Paixão de Cristo, do Natal. O mês de maio, inteirinho dedicado à Maria. Silvânia de D. Josefina Batista, D. Nina. Lôpo Ramos, Tim, Moisés Umbelino, Pe. Pedro Celestino. D. Miçana, Seu Clarido, Begê, Moisés Português, Seu Oscar, Bendita de Eva, Nigrinha do João Alfaiate... Das plantações de marmelo mais cheirosas dos que as noivas e o seu perfume invadia toda a pequena cidade durante as noites inteiras. E a gente acordava se deliciando e dando graças a Deus por aquele presente: motivo pra sorrir e agradecer sempre.
Silvânia do sorriso doce de D. Isaura, o mais eficaz dos remédios do hospital. Além das mãos mágicas do Dr. Thiago, um outro santo da nossa terra. As procissões bonitas, iluminadas, as músicas, as rezas de D. Tina Guimarães. A elegância de D. Didi Félix, a doçura de D. Teresinha Lobo. A poesia, a pureza, as madrugadas silenciosas e repletas de bênçãos para os dias que sempre chegavam radiantes, vindos das mãos de Deus. Os pedaços da cidade que adolesciam com a sua juventude a cada final de manhã, a cada nova primavera. Silvânia de tantas outras lembranças. Silvânia, minha paixão ensolarada, repleta de luz, de sonhos e poesias. Cheia da sutileza que transforma os homens em santos, as mulheres em anjos. Levando, enfim, todas as suas almas para o céu. Pois de gente assim que é feito o encantamento do paraíso, da casa de Deus.

domingo, 17 de setembro de 2017

GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS PARA O SERVIÇO PÚBLICO

GESTÃO ESTRATÉGICADE PESSOAS:
DIFICULDADES, ESTAGNAÇÃO, MUDANÇAS
 COM FOCO NO SERVIÇO PÚBLICO

Antonio da Costa Neto 


GESTÃO ESTRATÉGICADE PESSOAS:
DIFICULDADES, ESTAGNAÇÃO, MUDANÇAS
COM FOCO NO SERVIÇO PÚBLICO

Muito se discute modernamente a questão de se gerir estrategicamente pessoas, equipes, grupos de trabalho no intuito de se atender o mais plenamente possível os objetivos e metas de nossas empresas, organizações e afins. Neste caso, são previstas muitas mudanças vez que a realidade do mundo se transforma a cada momento e não podemos sob pena de um espetacular fracasso, ficar presos a estratégias ultrapassadas e que atendiam a outras especificidades em outros momentos históricos.
Um dos aspectos a considerar é, justamente, a questão da terminologia. Para começar, o termo “estratégia” é uma palavra de origem grega e que define “liderança dos exércitos”, o que, por si advoga a ideia militarista definitivamente ultrapassada para um mundo plural e com problemas bem mais complexos e que requerem soluções eficazes e mais urgentes. A outra, é a questão dos recursos. Claro que podemos falar em recursos técnicos, tecnológicos, materiais, comerciais, econômicos, financeiros, etc. mas quanto às pessoas, entendemos ser esta uma denominação superada, pois o ser humano coopera, ajuda, faz, realiza, consome.
É com quem e para quem se trabalha, estando, por isso mesmo, muito além da mera condição de recurso, como os demais, daí a tendência em abandonar esta estreita e dicotômica denominação e tratarmos, sim, de gerir pessoas, talentos, valores, ou até mesmo, seres humanos, expressão já utilizada por algumas organizações mais modernas, de vanguarda e com uma prática cotidiana mais complexa, plural e evolutiva.
Da mesma forma o termo treinamento precisa ser substituído por qualificação, formação, educação profissional e desenvolvimento, o que, melhor satisfaz – estratégias – de se personalizar o tratamento, começando, desta forma, ainda que não, suficiente, a gestão de pessoas para melhor cumprir objetivos e metas de cada organização, empresa, entidade, ou órgão público, do qual aqui tratamos mais especificamente, embora também entendendo que a gestão de pessoas atende a processos proximamente semelhantes, havendo de vigorar o diferencial de pequenos detalhes dos quais trataremos a seguir no presente documento.
Xavier (2007) é quem nos afirma que a gestão estratégica de pessoas é o trabalho desempenhado pelos gestores de negócios nas empresas e também em outras áreas específicas. Assim, no serviço público, por exemplo, é necessário que isto seja feito, mas considerando o seu sentido político em seus aspectos mais amplos frente à absoluta complexidade dos problemas que são enfrentados. Deve-se, além do conhecimento, desenvolver a vontade política de seus servidores, a vertente ideológica e a razão crítica sobre o que é feito e o que se deve fazer, implementando, estratégias e práticas que atendam de fato, às metas e objetivos da ação, da gestão, seus processos e resultados.
É apenas uma questão de ótica e ética, conforme trata Bohlander (2003) quando retrata a diferença das condições em se priorizar estratégias entre os setores público e privado. E complementa, “parece, no entanto, que nossos gestores públicos ainda não compreenderam que priorizam estratégias internas e que relativizam as externas que seriam, pelo espírito das organizações, as principais, e, portanto, de maior importância dentro do contexto das pessoas, para o que elas são contratadas e o que fazem enquanto trabalham, daí a necessidade de se repensar, também, o aspecto comportamental, mas dentro de uma visão mais apurada." Por isso, internamente, parece que o setor público vai muito bem, obrigado. Os salários são lautos e pagos. A qualidade de vida e a garantia do emprego ainda são preservadas, enquanto o público em geral, a sociedade ainda não colhe os bons frutos destas sucessivas transformações tão faladas, discutidas e pouco reconhecidas na prática e no cotidiano das pessoas que constituem a sociedade em si, aquela que deveria ser prontamente atendida e priorizados seus desejos, necessidades e conquistas - pois, pelo menos em termos ideias e dentro dos discursos também "estratégicos" é para isto, justamente, que a gestão pública existe.
Mais do que estrutura e recursos é preciso se repensar toda uma conjuntura ética e filosófica do porque de todas as coisas. Os fatídicos recursos humanos negam com veemência isto, mas é preciso se rever a ideologia da organização, especialmente, a pública, para, só então, definir as políticas de gestão de pessoas, suas técnicas, " estratégias" e outras mais. É aí que está o nó do gargalo que tanto dificulta novas performances e outros avanços.
Macêdo (2005)nos fala da necessidade de ainda referendar este conjunto de aspectos e da urgência em se remanejar a linha de planejamento, partindo, é claro, da questão das pessoas e do poder de decisão delas que é, em última análise, o que define o que se faz, o que se deixa de fazer e sua consonância nas práticas internas e externas de todas as organizações. Assim, podemos também, complementar nossa linha de raciocínio refletindo sobre a seguinte concepção:
"O que emperra e dificulta a dimensão da pessoa e do trabalho é o absoluto simplismo das exigências conceituais na admissão e no desenvolvimento profissional do indivíduo e da equipe para o exercício de suas atividades de trabalho. No geral estas coisas são tratadas fragmentariamente, sem continuidade e faltando um profundo repensar conjunto, de no mínimo, as causas e consequências. E isto se deve ao raso e extremamente objetivo modo de pensar dos técnicos e especialistas da área, pois as concepções, as políticas e diretrizes vêm de momentos outros, de lugares distantes e atendem a premissas que não as nossas. É esta, justamente, a visão crítica que precisa ser desdobrada tanto na teoria, quanto na prática e tudo em larga escala" (Knapik, 2011).
Nisto podemos ver, mesmo como leigos nesta prática que o setor privado recebe privilégios naturais e vivenciais neste sentido que acabam por beneficiar e muito estas áreas em termos de mercado, eficiência nos seus serviços e na eficácia de sua ação em termos de compra, venda, produção industrial ou prestação de serviços. Faz parte da nossa cultura o jogo natural pela sobrevivência, a aquisição e o consumo, assim, de certa forma, todas as pessoas já estão meio que preparadas para o exercício de tais funções.
Mas no serviço público, isto nem sempre acontece. Não faz parte de nossa vivência cotidiana o entendimento de tais processos, nuances e táticas e, assim, quem trabalha no serviço público deveria – em tese – ser muito melhor preparado para tais funções, o que nem sempre acontece e, talvez, daí, deveríamos começar o plano estratégico de gestão das pessoas para o eficiente exercício de tais atividades. Especificamente falando, no âmbito da sociedade brasileira, muito embora, este parece ser um fato bem mais comum do que se possa parecer em todas as dimensões do dito mundo contemporâneo.
Parece-me no entanto, que um dos grandes males, talvez a maior das falhas do serviço público em termos de gestão das pessoas que nele atuam é copiar modelos que sirvam ao atendimento de técnicas e estratégias do cômputo comercial e do atendimento comum e padronizado a todas as pessoas, o que tende a generalizar e não entender especificidades outras. É o que, de alguma forma podemos identificar quando refletimos a respeito de segmentos gerais neste sentido, conforme segue:
A gestão estratégica das pessoas não é, em definitivo, algo que se possa ficar retido à restrita agenda da área dos recursos humanos, mas, cada vez mais deve ser compreendida como uma responsabilidade não só de todos os líderes, mas, também, de todos os agentes de cada empresa ou organização, tendo, cada um a visão profunda, plena, crítica e operacional do que se faz e o que se deve fazer, e, em especial, para quem se faz (De Gregori, 2003).
Assim, gerir estrategicamente pessoas não é só gerenciá-las, mas saber também ser gerenciado, exercer lideranças, cumprir tarefas e atender ao moderno tripé dos segmentos estratégicos da modernidade: eficiência, eficácia, efetividade. Ou seja, incluindo, em sua plenitude, processos, resultados e contextos, gerindo, melhorias, satisfações de todos os direta ou indiretamente envolvidos. Buscando, enfim, e, se possível, alcançando o que podemos denominar por processos de excelência, ou, o estado da arte daquilo que se faz e do como se faz, dentro da perfeição que se deseja em termos do ambiente, das pessoas e de todas as complexidades envolvidas e que se ampliam, como temos visto, a cada dia.
Frente a esta complexidade, é, ainda, Moraes (2009) que nos explicita que a gestão estratégica de pessoas é o oxigênio para se manter viva a viabilização, por sua vez, também "estratégica" de cada organização e o alcance do que podemos chamar de suas metas maiores. Isto parece ter evoluído de alguma forma, mas, paradoxalmente, mostra também ter se esbarrado em algum obstáculo meio que intransponível a partir do início dos anos 1 990, em especial, no serviço público, área em que transparece não termos visto nada de novo acontecer. A última avalanche realmente, maior e válida podem em termos mais gerais ter sido o planejamento estratégico, que, aplicado ao serviço público já dá mostra de algumas fragilidades, vez que o mesmo obedece ainda a critérios militares, rígidos, frios e mecanicistas e que nos tempos de hoje não mais respondem com eficiência aos seus apelos.
No sentido dos seres humanos o Estado, sobretudo, o brasileiro, parece ter adotado uma abordagem autocentrada em demasia em que o Estado só serve mesmo aos interesses de quem o opera, com regras e normas fundadas no princípio de perpetuação e ampliação da zona de conforto apenas de seus agentes; quanto aos usuários, restam a eles as migalhas, assim só vêm com desencanto as coisas piorarem, ficarem mais raras e mais difíceis no tocante a todos os aspectos, a começar pelo econômico, no que parece ser o mesmo serviço público cético e cego, não entendendo na profundidade merecida que se exerce uma atividade política numa sociedade capitalista – ainda periférica e atrasada – onde o ter é que define o como funciona e os resultados e metas que se define.
Enquanto as empresas privadas, de maneira geral, mas ainda numa dimensão bastante diminuta em termos absolutos parecem estar melhor percebendo o valor do seu capital humano em relação a outros bens tangíveis, a administração pública ainda nem separa uns dos outros. Assim, pessoas e equipamentos, técnicas e recursos são treinados e aprimorados do mesmo modo, o que facilita a definição estratégica das principais linhas de governo, bem como a intervenção unicamente técnica apenas para beneficiar seus agentes, o que já era bem típico da Idade Média e que precisa ser suplantado o mais rápido possível e em todos os segmentos.
É sobre o que nos fala Gonçalves (2007) quando trata dos fundamentos desta mesma gestão humana dentro da nova, poderíamos dizer, moderna gestão do Estado brasileiro. A possibilidade de se ter e manter o que, tradicionalmente, se poderia chamar de vantagem competitiva – que hoje melhor chamaríamos de estratégica – seja ela no mercado de primeiro, segundo e terceiro setor – no nosso caso, o serviço público – não dependerá, unicamente, de estratégias baseadas em princípios tecnológicos, mas, fundamentalmente, nas condições, na performance e nos valores humanos. Estes sim, são, na verdade, os estrategicamente fundamentais e indispensáveis.
O setor privado, dificilmente admite alguém que tenha sido, apenas aprovado em uma provinha teórica e sem expressão, se prendendo a esta pessoa, especialmente, em termos econômicos por toda uma vida, como o faz a área pública, com o complicador da estabilidade funcional, o que, muitas vezes não se enquadra com o perfil da pessoa e a eficiência que dela se espera. Sendo isto um vertedouro de meios e recursos que pode muito mais prejudicar, do que, propriamente, ajudar, gerando o caos e a crise que agora vivenciamos e que, por sua vez, passa a redimensionar todo um conjunto de falhas, carências, necessidades e meios que, a cada dia ficam mais difíceis de ser superados. Passando a correr o risco de se sucumbir ao caos, não, não ao que vivemos, mas ao definitivo, gigantesco e insuperável, que, infelizmente, sem as mudanças necessárias, se avizinha e nos sucumbirá a todos como vítimas.
Isto não pode ser identificado como uma competência técnica na gestão de pessoas. Antes, é uma irresponsabilidade singular de quem gere o Estado, sendo o responsável pelas questões vivenciais porque passam os cidadãos. E, pior que isto, as perspectivas futuras de gerações e gerações, aí incluindo as condições mínimas e meios vivenciais, cuja garantia e qualidade, seria, sim, o grande objetivo e a meta do serviço público o que vimos estar a cada dia mais longe com a generalização e o gigantismo da crise, o que é absolutamente, preocupante.
Daí surge a mais que óbvia necessidade de se dar um tratamento de excelência estratégica à gestão de pessoas em todos os campos e áreas, e, em especial, como vimos, dentro do serviço público. É preciso buscar uma valorização contínua dos processos, dos valores, das habilidades, dificuldades, tendências, consagrando os vários fatores motivacionais que são, sem sombra de dúvida um dos elementos mais que necessários para a melhoria da produção, da produtividade e dos serviços prestados. Entender que o ser humano é diversificado, subjetivo, atende a ciclos de vida e não se separa dos seus ciclos de problemas vivenciais e pessoais, sendo necessário, portanto que a administração que o rege seja mais aberta, fluida, plural e intersubjetiva.
Quando se trata de gente tudo muda, de forma não esperada e faz-se necessário que sejam priorizadas as vontades, os desejos, os planos e as metas e que estes caminhem par e passo com os mesmos sistemas da organização na qual este indivíduo se dedica, ainda mais, em tempo integral como o é a absoluta maioria dos casos brasileiros em todos os sentidos.
Num novo processo de gestão estratégica é preciso fazer a migração do capital e da máquina para o homem, o que, em última análise, é uma decorrência da nova demanda tecnológica, esta sim, a nova ordem da gestão de pessoas, que na ausência de uma expressão que melhor a define, ainda podemos chamá-la de gestão estratégica - em especial, no serviço público.
Precisamos rever o conceito de estratégia para além do seu sentido primário que era a liderança do exército, como, aliás, já foi dito. Ora, não podemos mais administrar o mundo com a força da arma ou com o advento objetivo das palavras de ordem secas e determinadas. É preciso, sem dúvida, uma inversão deste quadro e que cada um diga, explicite o que quer, como quer, onde dói, quais suas necessidades, o que pode e o que quer fazer. O mundo e o mercado são sim, múltiplos e diversificados. Problemas de base subjetiva exigem, para sua solução, esquemas que vão além disto e que abarquem todas as áreas, causas e efeitos.
O ciclo é outro, muito maior e mais evolutivo. Ele não suporta os velhos e enxaguados esquemas frios e objetivos em demasia. Precisamos sim de estratégias que atendam a objetivos cada vez mais amplos e abrangentes, e não, apenas para dar continuidade a zonas de conforto das classes secularmente privilegiadas que é o que temos visto em todas as dimensões.
A nova gestão estratégica de pessoas deverá ser planejada considerando, além da eficiência técnica e do compromisso político, as possibilidades de mudanças também ambientais e culturais, englobando outras funções, o que podemos identificar como um núcleo de estratégias novas. Ou um planejamento estratégico das pessoas e para as pessoas em nível global, tendo como foco as dimensões e necessidades do serviço público. Enfim, como retrato num projeto (2015), um planejamento que atenda à dimensão sistêmica do mundo das pessoas, e, ao mesmo tempo, as contingências mais imediatas com o que se trabalha e o que delas se espera no sentido macro da ação e do termo. Entendendo, finalmente, este, um processo de servir ao público. Com eficiência, efetividade qualitativa, dentro de uma nova dimensão que atinja e garanta uma outra dignidade e que preste, enfim, um outro serviço.

Referências Bibliográficas:

BOHLANDER, George. Repensando a gestão de pessoas para o setor público. São Paulo, Ed. Tompson, 2003.
COSTA NETO, Antonio da. Metodologia do planejamento sistêmico-contingencial: o estado da arte para as organizações do séc. XXI. Brasília DF: Humanizar, 2015.
DE GREGORI, Valdemar. Administração sistêmica: potencial humano para que e para quem. Porto Alegre: Ed. Medical, 2003.
.GONÇALVES, Nelson Evaristo. Gestão estratégica de pessoas: Estado, empresas e outras organizações. Belo Horizonte: Ler Editora, 2007
MACÊDO, Ivanildo Izaias. Recursos humanos ou gestão de pessoas: eis a questão. São Paulo: Ed. FGV, 2005.
MORAES, Frederico de Sousa. Recursos, valores ou potencial humano? Pappirrus: Campinas-SP,2009
KNAPIK, Janete. Gestão de pessoas e talentos. São Paulo: Ipex Editora, 2011.
XAVIER, Clayton Fernando. A importância da gestão estratégica de pessoas: um enfoque do serviço público brasileiro do Séc. XXI. São Paulo: Perspectiva, 2007.

sábado, 8 de julho de 2017

DISCURSO DE J.K. ROWLING - AUTORA DE HARRY POTER - NUMA FORMATURA DE HARWARD - 2008



Confiram a tradução na íntegra em notícia completa! O vídeo pode ser visto clicando aqui, e ainda temos outros dois; o primeiro dos comentaristas falando sobre Jo, e o segundo da presidente de Harvard agradecendo a sua presença.
Vejam também algumas fotos da cerimônia clicando aqui, e nesse link novas imagens da autora recebendo o grau honorário da Universidade.
JK ROWLING
Discurso da autora na formatura da Classe 2008 de Harvard

Harvard Magazine ~ JK Rowling
05 de junho de 2008
Tradução: Daniel Mählmann
Revisão: Fabianne de Freitas
Presidente Faust, membros da Corporação Harvard e do Conselho de Administradores, membros do corpo docente, pais orgulhosos e, acima de tudo, formandos.
A primeira coisa que eu gostaria de dizer é ‘muito obrigado’. Não somente Harvard me deu uma honra extraordinária, mas as semanas de medo e náusea que eu tenho vivenciado ao pensar em fazer um discurso nesta cerimônia de formatura me fez perder peso. Uma situação em que só ganhei! Agora tudo o que eu tenho a fazer é respirar fundo, dar uma olhada nas bandeiras vermelhas e enganar a mim mesma, acreditando que estou na mais bem educada convenção Potter do mundo.
Fazer um discurso em uma cerimônia de formatura é uma grande responsabilidade; ou assim eu pensava até eu relembrar a minha própria formatura. O orador da cerimônia daquele dia foi a distinta filósofa britânica Baronesa Mary Warnock. Refletir sobre o seu discurso me ajudou enormemente a escrever esse aqui, porque percebi que eu não conseguia lembrar de uma única palavra que ela dissera. Essa descoberta libertadora me possibilitou continuar sem qualquer receio de que eu poderia influenciar vocês a inadvertidamente abandonar suas carreiras promissoras nos negócios, na justiça ou política para as delícias vertiginosas de se tornar um bruxo gay.
Estão vendo? Se tudo o que vocês se lembrarem nos próximos anos for a piada do “bruxo gay”, eu ainda saí à frente da Baronesa Mary Warnock. Objetivos alcançáveis: o primeiro passo para o aperfeiçoamento pessoal.
Na verdade, eu tenho procurado em minha mente e meu coração o que eu deveria dizer hoje a vocês. Perguntei a mim mesma, o que gostaria de ter sabido em minha própria formatura, e quais lições importantes eu aprendi nos 21 anos que se passaram entre aquele dia e este.
Surgiram-me duas respostas. Neste dia maravilhoso, quando estamos todos reunidos para celebrar vosso sucesso acadêmico, eu decidi falar com vocês sobre os benefícios do fracasso. E, como vocês estão no limite do que muitas vezes é chamado de ‘vida real’, eu quero exaltar a importância crucial da imaginação.
Essas escolhas podem parecer idealistas ou paradoxais, mas por favor me ouçam.
Olhando para trás, aos 21 anos de idade que eu tinha na formatura, é uma experiência um pouco desconfortável para a mulher de 42 anos a qual me tornei. Metade do tempo de minha vida, eu estava em um desequilíbrio preocupante entre a ambição que eu tinha para mim mesma, e o que aqueles mais próximos esperavam de mim.
Estava convencida de que a única coisa que eu queria fazer, sempre, era escrever romances. No entanto, meus pais, ambos os quais vieram de origens pobres e nenhum dos dois tinham ido à faculdade, achavam que a minha imaginação fértil era uma divertida loucura pessoal e que nunca poderia pagar uma hipoteca, ou garantir uma aposentadoria.
Eles tinham esperanças de que eu teria um diploma vocacional; eu queria estudar Literatura Inglesa. Um acordo foi feito e que, em retrospecto, não satisfez ninguém, e eu fui estudar Idiomas Modernos. Mal o carro dos meus pais dobrava a esquina no fim da rua e eu descartava Alemão e corria para os corredores de Literatura Clássica.
Não me lembro de ter contado aos meus pais que estava estudando Literatura Clássica; eles podem muito bem ter descoberto pela primeira vez no dia da formatura. De todos os assuntos desse planeta, acho que eles dificilmente poderiam indicar um menos útil do que Mitologia Grega, quando isso veio para assegurar as chaves para um banheiro executivo.
Eu gostaria de deixar claro, entre parênteses, que não culpo meus pais pelo ponto de vista deles. Existe uma data de validade em culpar seus pais por nos colocar na direção errada; o momento em que você é adulto o suficiente para tomar o controle, a responsabilidade recai sobre você. Além disso, eu não posso criticar meus pais por esperarem que eu nunca experimentasse a pobreza. Eles tinham sido pobres, e eu já fui pobre, e concordo completamente com eles de que esta não é uma experiência enobrecedora. A pobreza implica em medo, e estresse, e, algumas vezes, depressão; isso significa milhares de pequenas humilhações e dificuldades. Sair da pobreza por seus próprios esforços, é de fato algo para se orgulhar, mas a pobreza em si é romantizada apenas pelos tolos.
O que eu mais temia quando tinha a idade de vocês não era a pobreza, mas o fracasso.
Na sua idade, apesar de uma clara falta de motivação na Universidade, onde eu tinha gasto muito tempo escrevendo histórias em cafés, e pouquíssimo tempo assistindo palestras, eu tinha uma aptidão em passar nos exames e que, por anos, tinha sido a medida de sucesso na minha vida e na dos meus colegas.
Não sou tola o suficiente para supor que, por serem, jovens, talentosos e bem educados, vocês nunca passaram por dificuldades ou mágoas. O talento e a inteligência nunca imunizaram ninguém contra o capricho do Destino, e nem por um momento eu imaginei que todos aqui têm desfrutado de uma existência de contentamento e privilégios serenos.
No entanto, o fato de vocês estarem se graduando em Harvard sugere que não estão muito bem familiarizados com o fracasso. Vocês poderão ser conduzidos por um receio do fracasso tanto quanto por um desejo pelo sucesso. De fato, sua concepção de fracasso pode não estar muito longe da idéia de sucesso de uma pessoa comum, tão alto que vocês já voaram academicamente.
No fim das contas, todos precisamos decidir, por nós mesmos, aquilo que constitui o fracasso, mas o mundo é bastante ávido para lhe dar um conjunto de critérios, se você deixá-lo. Por isso acho justo dizer que por qualquer medida convencional, meros sete anos após o dia da minha formatura, eu tinha fracassado em escala épica. Um casamento de duração excepcionalmente curta, eu estava desempregada, era uma mãe solteira, e tão pobre quanto é possível ser na Grã-Bretanha moderna sem ser uma desabrigada. Os receios que meus pais tinham tido para mim, e que eu tinha tido para mim, ambos tinham acabado por acontecer, e de acordo com cada padrão normal, eu era a maior fracassada que conhecia.
Agora, eu não vou ficar aqui e lhes dizer que a frustração é divertida. Esse período da minha vida foi bem obscuro, e eu não tinha idéia de que ia acontecer aquilo que a imprensa tem, desde então, descrito como uma espécie de fim de conto de fadas. Eu não tinha idéia de quão longo era o túnel e, por muito tempo, qualquer luz em seu fim era mais esperança do que realidade.
Então por que eu falo sobre os benefícios do fracasso? Simplesmente porque fracasso significa se despir do que não é essencial. Eu parei de fingir a mim mesma que eu era diferente, e comecei a orientar toda a minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim. Se eu realmente tivesse alcançado sucesso em qualquer outra coisa, eu poderia nunca ter encontrado a determinação para ter sucesso naquela área na qual eu verdadeiramente acreditava que pertencia. Eu estava em liberdade, porque o meu maior receio já tinha sido realizado, e eu ainda estava viva, e ainda tinha uma filha a quem eu adorava, e tinha uma velha máquina de escrever e uma grande idéia. Então o fundo do poço se tornou a base sólida sobre a qual eu reconstruí a minha vida.
Talvez vocês nunca falhem na escala que eu falhei, mas alguns fracassos na vida são inevitáveis. É impossível viver sem falhar em algo, ao menos que você viva de forma tão cautelosa que você pode não ter vivido de verdade – nesse caso, você falha por omissão.
O fracasso me deu uma segurança interna que eu nunca tinha atingido passando em exames. Ele também ensinou coisas sobre mim que eu não poderia ter aprendido de nenhuma outra forma. Descobri que tinha uma grande força de vontade e mais disciplina que suspeitava; também descobri que eu tinha amigos cujo valor estava realmente acima de rubis.
O conhecimento que você adquire sábia e fortemente a partir de uma derrota significa que você está, sempre, seguro de sua capacidade de sobreviver. Vocês nunca vão conhecer verdadeiramente a si mesmos, ou a força de seus relacionamentos, até que ambos tenham sido testados pela adversidade. Esse conhecimento é um verdadeiro dom, por isso que é adquirido arduamente, e tem significado para mim mais do que qualquer qualificação que já ganhei.
Se me dada uma máquina do tempo ou um Vira-Tempo, eu diria ao meu eu de 21 anos que a felicidade pessoal reside em saber que a vida não é uma lista de verificação de aquisições ou realizações. As suas qualificações, o seu currículo, não são a sua vida, embora vocês vão conhecer muitas pessoas da minha idade e mais velhas que confundem as duas coisas. A vida é difícil e complicada, e além do controle total de qualquer um, e a humildade de saber isso irá capacitar-lhes para sobreviver às suas inconstâncias.
Vocês poderiam pensar que eu escolhi meu segundo tema, a importância da imaginação, devido ao seu papel na reconstrução da minha vida, mas não é inteiramente por isso. Apesar de que eu defenderei o valor de contar histórias para dormir até meu último suspiro, eu tenho aprendido a valorizar a imaginação em um sentido muito mais amplo. A imaginação não é apenas a única capacidade humana para prever aquilo que não é, e, por conseguinte, a fonte de todas as invenções e inovações. Na sua capacidade argumentável mais transformadora e reveladora, é o poder que nos permite simpatizar com seres humanos cujas experiências nós nunca compartilhamos.
Uma das maiores experiências da minha vida antecedeu Harry Potter, apesar dela informar muito do que eu escrevi nesses livros em seguida. Essa revelação veio na forma de um dos meus primeiros empregos diurnos. Embora eu costumasse dar uma fugida para escrever histórias durante minha hora de almoço, eu paguei o aluguel, aos meus vinte e poucos anos, trabalhando no departamento de investigação na sede da Anistia Internacional, em Londres.
Lá, em meu pequeno escritório, li cartas escritas rapidamente contrabandeadas dos regimes totalitários por homens e mulheres que arriscaram serem presos ao informar o mundo exterior do que estava acontecendo com eles. Eu vi fotografias daqueles que tinham desaparecido sem deixar rastro, enviadas à Anistia por suas famílias e amigos desesperados. Eu li os testemunhos das vítimas de tortura, e vi fotos de seus ferimentos. Eu abri descrições escritas à mão de testemunhas oculares dos julgamentos e execuções sumárias, de seqüestros e estupros.
Muitos dos meus colegas de trabalho eram ex-presos políticos, pessoas que tinham sido deslocadas de suas casas, ou fugiram para o exílio, porque eles tiveram a audácia de pensar independentemente de seu governo. Os visitantes ao nosso escritório incluíam aqueles que tinham vindo para fornecer informações, ou tentar e descobrir o que havia acontecido àqueles que eles tinham sido obrigados a deixar para trás.
Nunca vou esquecer do africano, vítima de tortura, um jovem não mais velho do que eu era naquela época, que tinha se tornado mentalmente doente depois de tudo que ele tinha sofrido em sua terra natal. Ele tremia incontroladamente enquanto falava para uma câmera de vídeo sobre a brutalidade exercida contra ele. Ele era alguns centímetros mais alto do que eu, e parecia tão frágil quanto uma criança. Foi-me dada a tarefa de escoltá-lo à estação de metrô mais tarde, e esse homem cuja vida foi destroçada pela crueldade pegou a minha mão com sensível cortesia e me desejou um futuro de felicidade.
E enquanto eu viver vou lembrar de caminhar por um corredor vazio e, de repente, ouvir por detrás de uma porta fechada, um grito de pânico e horror como nunca ouvira antes. A porta se abriu, e a pesquisadora enfiou a cabeça par fora e disse para eu correr e preparar uma bebida quente para o jovem sentado com ela. Ela tinha acabado de lhe dar a notícia de que, em retaliação pela própria sinceridade do rapaz contra o regime de seu país, a mãe dele havia sido presa e executada.
Todos os dias da minha semana de trabalho no início dos meus 20 anos eu era lembrada de quão incrivelmente sortuda eu era por viver em um país com um governo eleito democraticamente, onde um representante legal e um julgamento público eram direito de todos.
Diariamente, eu via mais provas sobre como os males da humanidade irão infligir sobre os seus companheiros, para obter ou manter o poder. Eu comecei a ter pesadelos, literalmente pesadelos, acerca de algumas das coisas que vi, ouvi e li.
E ainda assim eu aprendi mais sobre a bondade humana na Anistia Internacional que eu nunca havia aprendido antes.
A Anistia mobiliza milhares de pessoas que nunca foram torturadas ou presas por suas crenças a agir em nome daqueles que já foram. O poder da empatia humana, que conduziu à ação coletiva, salva vidas e liberta prisioneiros. As pessoas comuns, cujo bem estar pessoal e segurança estão garantidos, juntam-se a um grande número para salvar pessoas que eles não conhecem e nunca conhecerão. Minha pequena participação nesse processo foi uma das experiências mais inspiradoras da minha vida.
Diferente de qualquer outra criatura nesse planeta, os seres humanos podem aprender e compreender sem terem experimentado. Eles podem pensar em si mesmos na mente de outras pessoas, se imaginar no lugar de outras pessoas.
Evidentemente, esse é um poder, como a minha marca de magia fictícia, que é moralmente neutra. Podemos usar esta habilidade tanto para manipular, ou controlar, como simplesmente para compreender ou simpatizar.
E muitos preferem não exercer suas imaginações de forma alguma. Eles optam por permanecer confortavelmente dentro dos limites de sua própria experiência, nunca se preocupando em perguntar como seria ter nascido diferente do que são. Eles podem se recusar a ouvir os gritos ou espreitar dentro das grades; eles podem fechar suas mentes e corações para qualquer sofrimento que não os toquem pessoalmente; eles podem se recusar a saber.
Eu poderia ser tentada a invejar pessoas que conseguem viver dessa maneira, exceto por achar que eles não têm menos pesadelos que eu. Escolher viver em espaços estreitos pode levar a uma forma de agorafobia (medo de lugares abertos), e que isso tem os seus próprios terrores. Eu acho que quem é intencionalmente sem imaginação vê mais monstros. Muitas vezes eles têm mais medo.
Além disso, aqueles que optam por não se simpatizar podem habilitar os verdadeiros monstros. Pois mesmo sem nunca cometermos um ato claro de maldade, nós colaboramos com isso através da nossa própria apatia.
Uma das muitas coisas que aprendi no fim do corredor de Literatura Clássica no qual eu me aventurei aos 18 anos, em busca de algo que eu não conseguia definir, foi isso, escrito pelo autor grego Plutarco: O que nós alcançamos internamente mudará a realidade exterior.
Essa é uma afirmação surpreendente e ainda comprovada milhares de vezes todos os dias de nossas vidas. Ela exprime, em parte, a nossa inevitável ligação com o mundo exterior, o fato de que nós tocamos as vidas de outras pessoas simplesmente por existirmos.
Mas o quão mais vocês estão, formandos de Harvard de 2008, destinados a tocar as vidas de outras pessoas? Sua inteligência, sua capacidade para o trabalho duro, a educação que vocês receberam e passaram, dão a vocês status único e responsabilidades únicas. Até a sua nacionalidade os destaca. A grande maioria de vocês pertence à única super potência remanescente do mundo. A maneira com que vocês votam, a maneira com que vivem, a forma com que protestam, a influência que têm sobre seu próprio governo, tem um impacto muito além de suas fronteiras. Esse é o seu privilégio e o seu fardo.
Se vocês escolherem usar seu status e influência para levantar suas vozes em nome daqueles que não têm voz; se optarem por identificarem-se não apenas com os poderosos, mas com aqueles que não têm poder; se vocês preservarem a capacidade de imaginar a si próprios na vida daqueles que não têm as suas vantagens, então não vão ser apenas as suas orgulhosas famílias que vão celebrar vossas existências, mas milhares e milhões de pessoas cuja realidade vocês têm ajudado a transformar para melhor. Nós não precisamos de magia para mudar o mundo, nós já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos: nós temos o poder de imaginar melhor.
Estou quase terminando. Eu tenho uma última expectativa para vocês, que é algo que eu já tinha aos 21 anos. Os amigos com quem me sentei no dia da formatura têm sido os meus amigos para a vida. Eles são os padrinhos dos meus filhos, as pessoas a quem eu tenho sido capaz de recorrer em momentos de dificuldades, os amigos que têm a gentileza de não me processarem quando usei seus nomes para os Comensais da Morte. Na nossa formatura, fomos ligados por uma enorme afeição, pelas nossas experiências compartilhadas de um tempo que nunca poderia voltar e, é claro, pelo conhecimento que temos guardado em certas evidências fotográficas que seriam extremamente valiosas se alguns de nós concorrêssemos a Primeiro Ministro.
Portanto, hoje eu posso lhes desejar nada melhor do que amizades parecidas. E amanhã, mesmo se vocês não lembrarem uma única palavra minha, espero que se lembrem aquelas de Seneca, outro desses romanos antigos que eu conheci quando fugi para o corredor de Literatura Clássica, em fuga de uma carreira promissora, em busca da antiga sabedoria:
Conforme um conto, assim é a vida: não o quão longa ela é, mas o quão boa, é o que importa.
Desejo a todos vidas muito boas.
Muito obrigada.

sábado, 17 de junho de 2017

SUDOESTE DE MINAS: O PARAÍSO BRASILEIRO

A região Sul de Minas é formada pela união de 146 municípios agrupados em dez microrregiões (Alfenas, Andrelândia, Itajubá, Passos, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço, São Sebastião do Paraíso e Varginha). O Sul de Minas apresenta grandes altitudes e um clima ameno, fortemente influenciado pela serra da Mantiqueira. A economia é altamente agrícola, com destaque para as plantações de café, apesar de estar se tornando um importante polo nacional de desenvolvimento tecnológico e industrial. A primeira cidade da região foi Campanha, que conta até os dias atuais com casarões históricos da época do império. A região apresenta cidades de destaque no desenvolvimento humano estadual, segundo o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2010 (IDHM), divulgado em 29 de Julho de 2013; dos 10 municípios mineiros mais bem colocados no ranking, 5 são do Sul e Sudoeste. Algumas cidades da região recentemente estão sofrendo intensa industrialização, como Pouso Alegre, Extrema, Poços de Caldas, Itajubá, Paraisópolis e Ouro Fino.
Como não podemos mostrar os 146 municípios, listamos apenas 15 pacatas e charmosas cidades do Sul de Minas.

A Micro Região de Alfenas é formadas pelas cidades de Alfenas, Alterosa, Areado, Carmo do Rio Claro, Carvalhópolis, Conceição da Aparecida, Divisa Nova, Fama, Machado, Paraguaçu, Poço Fundo, Serrania.

01 - Alfenas MG
Alfenas (foto acima de Bosco Azevedo) tem aproximadamente 80 mil habitantes é é um polo regional bastante desenvolvido e uma cidade universitária conceituada, com grande referência nacional. Possui atrativos turísticos urbanos como a Igreja Matriz, o Parque e Zoológico Municipal, a Praça Getúlio Vargas, dentro outros. O município é banhado pelo Lago de Furnas o que torna Alfenas uma cidade potencialmente turística.

02 – Poço Fundo
Sua população recenseada em 2016 era de 16.841 habitantes.Em Poço Fundo(foto acima de Fernando Ferreira dos Santos) encontra-se o tumulo do primeiro Cônsul da Suécia e as ruínas do casarão onde viveu parte de sua vida, por volta do século XIX. Sobre o casarão e o Cônsul circulam até hoje varias história que despertaram o interesse do Político Julio Olivar e o levou a editar o livro "os mistérios do Cônsul". Outros pontos são as varias cachoeiras. Entre elas destacam-se as seguinte:
Cachoeira Grande, Cachoeira da Bocaína e Cachoeira do Porto que devido sua localização atrai turistas de diversas cidades vizinhas como: Campestre, Congonhal, Ipuiuna, Caldas e outras.
A cidade de Poço Fundo possui várias festas tradicionais, como a Festa à Fantasia, o Carnaval, Festa de São Benedito, aniversário da Cidade, Festa Hippie e outras, onde sempre conta com muitos visitantes de outras cidades.

A Micro região de Andrelândia, é formada pelos municípios de 

Aiuruoca, Andrelândia, Arantina, Bocaina de Minas, Bom Jardim de Minas, Carvalhos, Cruzília, Liberdade, Minduri, Passa-Vinte, São Vicente de Minas, Seritinga, Serranos.

03 – Andrelândia
Sua população é estimada em 12.507 habitantes. (Foto feita por Cláudio Alves Salgado no dia 3/05/14 as 14:05 da janela da Matriz). Foi fundada em 20 de julho de 1868 com o nome de Vila Bela do Turvo e constituída por cinco distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio Grande e São Vicente Ferrer. Ao longo dos anos os distritos elevaram-se a cidades, restando em Andrelândia apenas a sede, seu único distrito.
A cidade tem grande tradição em turismo. Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônio histórico municipal.
Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, Semana Santa, Festa de São Benedito, Corpus Christi e a festa da padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto. Ao longo dos anos, a cidade organiza uma Carreada de Carro de Bois, o que já é tradicional na região e um dos mais bem organizados do Estado.


04 – Bocaina de Minas 
De acordo com o IBGE em 2016, sua população é de 5.180 habitantes.(Foto acima de Juleni)
Nas imediações do município encontram-se várias cachoeiras, como a de Santa Clara,Toca da Raposa, Parque ecológico Cachoeiras do Santuário, Alcantilado, Paiol, Rio Grande e outras, locais de atração turística com serviços de bar e restaurante, podendo o visitante adquirir peças do artesanato local.
Parte do município está no Parque Nacional de Itatiaia, inclusive o lado mineiro do Pico das Agulhas Negras (na divisa com Resende, estado do Rio de Janeiro) e parte da Pedra do Sino de Itatiaia (na divisa com o município de Itamonte). Parte da vila turística de Visconde de Mauá, em sua maior parte no estado do Rio de Janeiro, ultrapassa a divisa e localiza-se no território de Bocaina de Minas.
No município encontram-se também as nascentes do rio Grande, um dos formadores da bacia do rio Paraná, e do Rio Preto, que forma a divisa natural entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

05 – Cruzília
De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, sua população é de 15.435 habitantes. Cruzília (foto acima de Rildo Silveira) pertence ao Caminho Velho da Estrada Real e integra o circuito turístico das Montanhas Mágicas da Mantiqueira. É conhecida por suas fazendas centenárias, por ser o berço dos cavalos da raça Mangalarga Marchador e sua indústria de móveis e queijos.
Cavalos
Cruzília é conhecida como o Berço do Cavalo Mangalarga Marchador. Na Fazenda Campo Alegre, por volta de 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o "Barão de Alfenas", ganhou de D. João VI um garanhão da raça Alter Real e iniciou sua criação de cavalos, cruzando este garanhão com as éguas comuns de sua fazenda. Dezenas de haras estão espalhados pelo município, alguns em fazendas centenárias, carregadas de histórias e cultura. No final do mês de Agosto acontece anualmente, no Complexo Humano da Ventania, a Copa de Marcha do Sul de Minas.
Queijos
A fabricação de queijos finos levou Cruzília à liderança do Ranking Nacional dos Melhores Queijos do Brasil em 2009 e novamente em 2010. No município são produzidos diversos tipos de queijo, que se dividem em sete grupos: queijos de massa filada, queijos de massa cozida, queijos de massa semi-cozida, queijos de massa crua, queijos de mofo branco, queijos de mofo azul e queijos condimentados.


06 – Serranos 
A sede municipal está a 1.009 metros acima do nível do mar e a igreja matriz está a 950 metros de altitude. Sua população em 2016 é era de 2026 habitantes. O acesso à sede do município é feito pela rodovia AMC -1020. (Foto acima de Dalton Maciel)


07 – Seritinga
Sua população em 2016 era de 1.870 habitantes.
Seritinga é uma pequena cidade situada a três quilômetros da BR 267 que liga as cidades de Caxambu à Juiz de fora, cidade com povos descendentes de italianos, portugueses, àrabes, dinamarqueses, etc. (foto acima arquivo da Prefeitura Municipal)
A cidade se formou no início do século XX com instalação da antiga ferrovia que ligava as cidades de Aiuruoca à Liberdade,ferrovia esta que foi desativada em 1977, porém, ainda resta na cidade a antiga estação ferroviária, conservada com muito orgulho pelos seritinguenses. 
A cidade possui alguns atrativos turísticos, principalmente para quem gosta de apreciar a natureza, como por exemplo a cachoeira do Galvão, as prainhas do rio Aiuruoca e do Rio dos Franceses, a tradicional festa de aniversário da cidade que acontece na passagem do ano, e a linda praça Sete de Setembro, construída e inaugurada pelo Sr. José Serafim de Oliveira. Também está muito próxima das cidades de Carvalhos, Aiuruoca e Serranos que também oferecem belos pontos turísticos. 
A cidade também é famosa pela qualidade dos queijos ali produzidos pelo Laticínio Skandia, de propriedade da família do Sr. Godfredson, que trouxe a qualidade dos queijos direto da Dinamarca,hoje a tradição continua com outras pequenas fábricas na cidade, visto que o Laticínio Skandia foi desativado, porém toda propriedade foi adquirida para o município. Na relação dos imóveis consta uma casa do século XX, construída em estilo dinamarquês, outra atração da cidade.


08 – Bom Jardim de Minas
Sua população em 2016 era de 6 648 habitantes.(foto acima de Marcilei Souza) O município está localizado às margens do Rio Grande e na Serra da Mantiqueira. A região de Taboão é constituída de muitas serras de grande altitude, com muitas nascentes de água, o que faz com que haja várias cachoeiras na região. As nascentes do Rio do Peixe, um dos maiores rios da região, localizam-se nas serras do distrito de Taboão.Situa-se sobre um divisor de águas de duas importantes bacias hidrográficas, a Bacia do Rio Grande e a Bacia do rio Paraíba do Sul, apresentando muitos córregos afluentes dessas bacias como: Rio do Peixe, Ribeirão Imbutaia, Ribeirão do Taboão, Córrego das Três Barras, Córrego da Serra da Bandeira, Córrego do Goiabal, Córrego do Ataque, Córrego do Milho Branco, entre outros córregos e ribeirões sem denominação.

A Micro Região de Itajubá é formada pelos municípios de Brasópolis, Consolação, Cristina, Delfim Moreira, Dom Viçoso, Itajubá, Maria da Fé, Marmelópolis, Paraisópolis, Piranguçu, Piranguinho, Virgínia, Wenceslau Braz.

09 - Itajubá
Itajubá, (foto acima de Vinícius Montgomery) tem 96.523 habitantes, 2016/IBGE.
Edifícios históricos
Há na cidade diversos prédios históricos, entre eles: A Casa Rosada, antiga residência do presidente da República, Wenceslau Brás; o quartel-sede do Quarto Batalhão de Engenharia e Combate, o edifício da Fundação Teodomiro Santiago, o prédio da antiga Estação Ferroviária, o prédio da Escola Estadual Coronel Carneiro Junior, o prédio da Agência Companhia Energética de Minas Gerais, o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Itajubá, o prédio do Club Itajubense, o prédio da Câmara Municipal, o prédio do Grande Hotel de Itajubá, o Palacete Isaltino Faria (ao lado do Banco do Brasil), parte da construção da antiga Companhia Industrial Sul Mineira (Fábrica Codorna), o prédio do atual Banco Santander (Antigo Banco de Itajubá, no calçadão da cidade), a casa de máquinas da Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias, dentre outros.
Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias
A Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias localiza-se em Itajubá e foi inaugurada em 1914. Foi a segunda usina desse porte a ser instalada no sul do estado de Minas Gerais. A central pertenceu à Companhia Industrial Sul Mineira, à Companhia Industrial Força e Luz, à Companhia Sul Mineira de Eletricidade e atualmente é propriedade da Companhia Energética de Minas Gerais.
Cachoeiras
Na cidade, encontram-se diversas cachoeiras, como a da Serra dos Toledos; a Cachoeira da Estância; Cachoeira da Pedra Vermelha; Cachoeira Grande do bairro Lourenço Velho e Cachoeira da Peroba. A 15 Km do centro de Itajubá, na divisa com a cidade de Delfim Moreira, encontra-se também a Cachoeira Ninho da Águia.
Cultura
Itajubá é vocacionada para todos os segmentos da cultura e das artes, promovendo festivais e exposições nas artes plásticas, cênicas, musicais, literárias e artesanato. Entre os festivais se destaca o FICA (Festival Itajubense de Cultura e Arte), realizado desde 2011 e que reúne cerca de 100 atrações em música, teatro e dança.
Itajubá também é reconhecida pela velha tradição no culto ao folclore do Saci. O personagem, eternizado pelo escritor Monteiro Lobato, alimenta o imaginário da população local, principalmente os que moram na zona rural. O negrinho de uma perna só, com sua indefectível carapuça vermelha, estaria fazendo traquinagens em Itajubá. O Saci Pererê já tem seu dia instituído em Itajubá: o dia 2 de outubro é o Dia do Folclore do Saci.
Visitação
Capela de São Miguel Arcanjo - Comunidade Sol de Deus, Itajubá, Minas Gerais.
Casa de Retiros Davi - Comunidade Sol de Deus, Itajubá, Minas Gerais.
Há na cidade muitos casarões históricos, entre eles: A Casa Rosada, antiga residência do ex-presidente da república, Wenceslau Brás; o Edifício da Santa Casa de Misericórdia, o Edifício do Grande Hotel (um dos mais antigos), o Edifício da Fundação Teodomiro Santiago; o Palacete de Isaltino Faria (Antigo Gabinete do Prefeito), o Prédio da Câmara Municipal (Antigo Fórum), a antiga Estação Ferroviária (Museu Wenceslau Braz). Também há a igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, padroeira local e de arquitetura neoromântica; o Santuário de Nossa Senhora da Piedade que durante todo o ano recebe milhares de romeiros, Igreja Matriz de São José Operário e santuário de Nossa Senhora da Agonia, Igreja Matriz de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Vila Vicentina), a Capela de Nossa Senhora dos Remédios (Colégio das Irmãs) além de diversas outras igrejas e capelas urbanas e rurais.
Pode-se visitar, ainda, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que foi uma das pioneiras no processo de evangelização entre as igrejas protestantes no sul de Minas Gerais. Hoje, a Assembleia de Deus de Itajubá conta com mais de 70 congregações espalhadas por vários pontos da cidade e é uma instituição de credibilidade no município.
Comunidade Sol de Deus, Itajubá, Minas Gerais.
Um imprescindível local de visitação e peregrinação religiosa é a "Comunidade Sol de Deus", localizada no bairro Santa Rosa. Contem uma Capela dedicada à São Miguel Arcanjo, construída com toques de estilo romano e clássico; possui ainda a "Casa de Retiros Davi" que é sede para inúmeros retiros de Comunidades e Movimentos Religiosos da Igreja Católica; uma Capelinha dedicada à Divina Misericórdia, onde o Santíssimo fica exposto para adoração; dois pequenos Oratórios, dedicados à São Pio de Pietrelicina e Santa Faustina; e uma pequena Gruta natural na encosta da montanha, dedicada à Nossa Senhora Aparecida. Enfim, um local de natureza belíssima, cercado de montanhas, com um silêncio acolhedor, onde experimenta-se a presença de Deus e o convite à oração.


10 – Cristina
Fotografia de Sandra Walsh
Sua população estimada em 20164 era de 10 483 habitantes. Cristina (foto acima de Sandra Walsh) é conhecida como cidade imperatriz e está localizada no sul do Estado. Faz divisa com os municípios de Maria da Fé, Dom Viçoso, Carmo de Minas, Olímpio Noronha, Pedralva, Conceição das Pedras.
O nome é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. O nome foi sugerido por um filho do município, o conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Por esta razão, em 1° de dezembro de 1868, a Vila Christina (que se denominava "Espírito Santo dos Cumquibus"), recebe a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D' Eu, a convite do conselheiro, para conhecer a terra que recebera o nome de sua mãe.


11– Dom Viçoso
O topônimo do Município revela o amor e a gratidão dos Sul Mineiros para com o santo Bispo de Mariana – Dom Antônio Ferreira Viçoso. Teve ele grande atuação em todo território mineiro. Foi em seu governo eclesiástico que nasceu, cresceu e se prosperou a simpática e formosa cidade e Paróquia de Dom Viçoso.
Localizada próximo às cidades de renome nacional, como São Lourenço (a 24 km), Caxambu, Maria da Fé e Carmo de Minas, possuidora de um café vitorioso em diversos concursos nacionais, integrante do Circuito Caminho do Sul de Minas e Estrada Real, Dom Viçoso é uma cidade pequena, com cerca de 2994 habitantes.
A cidade fica a 320 quilômetros de São Paulo, 262 quilômetros do Rio de Janeiro e 430 quilômetros a sudoeste de Belo Horizonte e tem 3073 habitantes (IBGE 2016). Fonte:Site da prefeitura

12 – Piranguinho
Sua população em 2016 era de 8 553 habitantes.
A sede tem uma temperatura média anual de 15,9 °C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Com 61% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com sete estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,717, considerando como alto em relação ao estado.(Imagem acima extraída do sitewww.caminhosdosuldeminas.com.br)
O povoamento de origem europeia do lugar teve início no final do século XIX, com a construção da Estrada de Ferro Sapucaí. Nas décadas seguintes, houve um desenvolvimento da agropecuária na região, que propiciou o crescimento econômico e populacional, tendo a cidade se emancipado do município de Brazópolis em 1962 e instalada em 1º de março de 1963. O comércio e o turismo ganharam força a partir da década de 1990, sendo que Piranguinho é considerada hoje como a capital nacional do pé de moleque, devido à tradição na produção desse doce.
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Piranguinho, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos.[59] Os principais eventos são o Carnaval, organizado em fevereiro ou março, com desfiles dos blocos carnavalescos formados por grupos da cidade, marchinhas, concursos e shows com bandas regionais; as festas juninas, em junho ou julho, que são realizadas anualmente e em algumas edições atraem cerca de 8 mil pessoas durante os dias dos eventos, sendo uma das mais conhecidas da região e contando com shows com bandas locais, exposições e barracas de alimentação com comidas típicas e tradicionais, em grande parte produzidas na própria cidade; a Festa de Santa Isabel, na semana de seu dia, 4 de julho, com shows musicais, barracas com comidas típicas, procissões e missas; a Festa de Santa Ifigênia, em setembro; e as comemorações de Natal, durante o mês de dezembro.
A cidade possui uma tradição muito forte na produção e comércio do pé de moleque. (Imagem extraída do sitewww.caminhosdosuldeminas.com.br) Assim, anualmente ocorre a "Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo", unindo as tradicionais festas juninas de Minas Gerais com a produção do doce, que é considerado patrimônio cultural imaterial do estado. O principal atrativo da festa é justamente o maior pé de moleque do mundo, que é feito com parceria das diversas barracas e restaurantes da cidade que produzem o doce. Em 2012, na sua sétima edição, foi feito um doce de pé de moleque com 17 metros de comprimento e 800 quilos.

A Micro Região de Passos é formada pelos municípios de Alpinópolis, Bom Jesus da Penha, Capetinga, Capitólio, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Itaú de Minas, Passos, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra.

13 - Passos
Com uma população de 1131 807 habitantes em 2016, distribuídos em uma área total de 1.339 km², é o quarto município mais populoso de sua mesorregião e o 26º do estado. Situa-se a 745 metros acima do nível do mar e possui clima Tropical de Altitude.
A formação de Passos (na foto acima, a Igreja de Nossa Senhora da Penha, de autoria de José de Paula Silva) inicia-se em meados do século XVIII, com as primeiras fazendas sendo implantadas entre 1780 e 1830, sendo que a Vila propriamente dita, inicia-se em 1848, sendo elevada à categoria de cidade no ano de 1858. O aniversário da cidade é comemorado no dia 14 de maio, portanto, possui hoje 158 anos.
A cidade se destaca como polo regional, possuindo uma economia baseada principalmente na agropecuária e no agronegócio, em pequenas indústrias de confecções e móveis, além de um forte setor de serviços. Nos transportes, a cidade é servida principalmente pelas rodovias MG-050 e pela BR-146.

14 - São João Batista do Glória 
Sua população estimada em 2016 era de 7.387 habitantes. Cidade predominantemente rural, onde o leite é o principal produto.(foto acima de Amauri Lima)
Atualmente foi construída a ponte sobre o rio Grande, onde antigamente as balsas realizam as travessias. O município tem várias cachoeiras, o que torna a cidade conhecida regionalmente por cidade das cachoeiras. Devido ao grande nome da cidade, ela leva o apelido de "Glória".
É no município que está o Paraíso Perdido (fotografia acima de Edison Zanatto), um dos mais lindas paisagens de Minas, procurado por turistas to mundo inteiro.

A Micro Região de Poços de Caldas é formadas pelos municípios de Albertina, Andradas, Bandeira do Sul, Botelhos, Caldas, Campestre, Ibitiúra de Minas, Inconfidentes, Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Poços de Caldas, Santa Rita de Caldas.

15 - Poços de Caldas MG
Segundo estimativa do IBGE é o 15º município mais populoso do estado com uma população em 2016 de 164912 habitantes
Turismo e Cultura
Parte considerável das atividades econômicas do município gira em torno do turismo, graças à fama de suas fontes de águas minerais usadas em diversas terapias. Por estar a 260 km do município de São Paulo e a 169 km de Campinas (às quais se liga por estradas em boa parte de pista dupla) e ainda a 468 km de Belo Horizonte e 470 km do município de Rio de Janeiro, o fluxo de turistas oriundos destes grandes centros é expressivo, e ajuda a movimentar o comércio local e ainda a produção de doces artesanais e de objetos decorativos em vidro fundido que lembram os de Murano, na Itália.(foto da Rodoviária de Poços de Caldas).
O município de Poços de Caldas foi tema do samba-enredo 2006 da Escola de Samba Beija-flor do Rio de Janeiro. Em 2014, Poços de Caldas foi cenário para a novela das sete da Rede Globo de Televisão, Alto Astral. A novela se passava na cidade fictícia de Nova Alvorada, mas as imagens foram gravadas em Poços de Caldas, Pedra Azul (ES) e no Projac.
Como um dos atrativos culturais de Poços de Caldas, temos a Banda Municipal Maestro Azevedo, tombada em 2005 como patrimônio artístico cultural do município, a banda faz suas apresentações dominicais desde o ano de 1914 no Coreto da Praça.
O turismo de eventos também atrai turistas, com destaque para a Sinfonia das Águas, Festa UAI, Feira Nacional do Livro, Flipoços, Julho Fest, Festival Música nas Montanhas, Jazz & Blues Festival e Enaf.
A cidade ainda tem uma sede do Instituto Moreira Salles, onde acontecem exposições artísticas e exibição de filmes com aceitação pela crítica especializada.

16 – Caldas
De acordo com o IBGE em 2016, sua população é de 14.464 habitantes.(foto acima de Fernando Campanella)
Segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal do IBGE, a cidade está entre as 20 maiores produtores de batata-inglesa (em área plantada) do Estado.A cidade é a segunda maior produtora de uvas do Sul de Minas e quarta maior do Estado, com 151 hectares e produção de 955 toneladas de uvas.A produção de uvas, que rareou durante um tempo, foi retomada com o Núcleo Tecnológico EPAMIG Uva e Vinho, onde é desenvolvida tecnologia para o plantio de vinhas e desenvolvimento do vinho em todo o Estado.
A cidade possui grande rebanho bovino. Cerca de 22 mil litros de leite, fornecido por famílias de 300 pequenos produtores do próprio município, abastecem as fábricas produtoras de doces. Em 2008, a produção de doces de uma delas, que tem cerca de 130 funcionários, atingiu 1,2 milhão de potes.
O setor do turismo compreende-se às Festa da Uva, Carnaval, Arraial de Caldas e Festa do Biscoito, tradicionais da cidade. Para acomodações, contam ainda com os hotéis Itacor e Edmar Hotel, ambos dentro da cidade.
Existe ainda a mineração de granito e a produção de alimentos como o tomate, a cenoura e a mandioquinha.

A Micro Região de Pouso Alegre é formada pelos municípios de  Bom Repouso, Borda da Mata, Bueno Brandão, Camanducaia, Cambuí, Congonhal, Córrego do Bom Jesus, Espírito Santo do Dourado, Estiva, Extrema, Gonçalves, Ipuiuna, Itapeva, Munhoz, Pouso Alegre, Sapucaí-Mirim, Senador Amaral, Senador José Bento, Tocos do Moji, Toledo.

17 - Pouso Alegre
A população estimada pelo IBGE em 2016 é de 145.535 habitantes, sendo o 2º município mais populoso do Sul de Minas e o 17º do estado de Minas Gerais. (fotografia acima de Fernando Campanella)
Atrações turísticas
Parque Municipal de Pouso Alegre, Mercado Municipal, 14º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha), Antiga Estação Ferroviária (Hoje centro de Convivência do Idoso), Capela Nossa Senhora Aparecida (Remonta), Capela Nossa Senhora de Fátima
Capela Santa Dorotéia, Capela Santa Teresinha (Fachada réplica da capela do Carmelo de Lisieux), Capela São Benedito, Carmelo da Sagrada Família (Monjas Carmelitas Descalças), Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, Conservatório Estadual de Música
Cristo Redentor (A terceira maior réplica do Brasil, no Bairro São João), Estádio Municipal Irmão Gino Maria Rossi, conhecido como "Manduzão"(referência ao principal rio do município), inaugurado em 1997, tem capacidade para 35.000 pessoas (um dos maiores do estado), tem formato circular, Feira do Livro Espírita, Galeria Artigas, Maria fumaça (Inativa), Mercado Municipal, Minas de Água mineral, destaque para o fontanário da Mina do Machado, Museu Histórico, Museu Municipal, Palácio Episcopal, Parque Natural Municipal de Pouso Alegre(Antigo Horto), Pastéis de farinha de milho (tombado patrimônio histórico da cidade, pode ser encontrado facilmente nas principais ruas de Pouso Alegre), Praça João Pinheiro, Primeira Fonte Luminosa do Brasil (instalada em 1935 - Projetada e executada por Antonio Correa Beraldo, e é localizada na Praça Senador José Bento), Quarta na Praça (Evento realizado semanalmente na Praça João Pinheiro), Santuário, SerraSul Shopping (143 lojas, multiplex com 4 salas e área de lazer), Teatro Municipal (que é uma réplica do Teatro de Milão).

18 - Sapucai-Mirim
O município de Sapucaí Mirim está localizado do Sul de Minas Gerais na Serra da Mantiqueira, no vale do Rio Sapucaí-Mirim, em uma região repleta de belezas naturais, compreendendo cachoeiras, montanhas e vales. A cidade tem como limites geográficos o município de Gonçalves (MG) ao norte, São Bento do Sapucaí (SP) a nordeste, Santo Antonio do Pinhal (SP) a sudeste, Monteiro Lobato (SP) a sul, São José dos Campos (SP) a sudoeste e Camanducaia (MG) a oeste.A Sede do Município (Centro), esta localizada na zona nordeste, nas proximidades da linha divisória com o Estado de São Paulo. Em 2016 sua população era de 6.796 habitantes.Sua localização é privilegiada, pois esta a uma pequena distancia das três maiores capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). A beleza natural da cidade, juntamente com a hospitalidade comum dos mineiros, fazem de Sapucaí-Mirim uma ótima opção para pessoas que preferem viver em um lugar tranqüilo e bem perto da natureza. (Fonte:http://www.sapucaimirim.net/)

19 – Tocos do Moji
Tocos do Moji (foto acima da Prefeitura) se destaca por abrigar, no seu território de 115 quilômetros quadrados, montanhas que chegam a 1 600 metros de altitude, cachoeiras, maciços de pedras imensos e vistas panorâmicas. Integra o Circuito Turístico Serras Verdes do Sul de Minas. A cidade, possui, segundo o IBGE 4136 habitantes em 2016. Também faz parte do projeto Caminho da Fé, com seu início na cidade de Tambaú, em São Paulo, passando por Casa Branca, Itobi, Vargem Grande do Sul, Águas da Prata, Andradas, Ouro Fino, Inconfidentes, Borda da Mata e Tocos do Moji, Estiva, Consolação, Paraisópolis, Luminosa, Campos do Jordão, Pindamonhangaba, Roseira e finalizando em Aparecida. O referido projeto tem como objetivo demarcar uma trilha de Tambaú a Aparecida num percurso de 415 quilômetros, com locais de descanso para o peregrino e todas as informações necessárias para que se faça uma caminhada de quinze dias a pé com toda a segurança. O projeto foi inspirado na trilha que existe na Espanha, com quase mil quilômetros de extensão, da França até Santiago de Compostela.

A Micro Região de Santa Rita do Sapucaí é formada pelos municípios de Cachoeira de Minas, Careaçu, Conceição das Pedras, Conceição dos Ouros, Cordislândia, Heliodora, Natércia, Pedralva, Santa Rita do Sapucaí, São Gonçalo do Sapucaí, São João da Mata, São José do Alegre, São Sebastião da Bela Vista, Silvianópolis, Turvolândia.

20 - Santa Rita do Sapucaí
Sua população em 2016, segundo estimativa do IBGE, era de 41 886 habitantes.(Foto acima de David C kallas).É conhecida como "O Vale da Eletrônica", devido aos centros educacionais e empresas dessa área situados na cidade.
As referências na área de educação são: a Escola Técnica de Eletrônica, o Instituto Nacional de Telecomunicações e a FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação. Esses centros educacionais são responsáveis pela formação da mão de obra especializada na cidade.
Atualmente, é sede de comarca intermediária e dista 420 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. Situa-se em uma região onde se alternam montanhas e vales que formam a Bacia do Rio Sapucaí.
A data magna da cidade é o dia 22 de maio, festa da padroeira, Santa Rita de Cássia, celebrada todos os anos com conotações religiosas, folclóricas e sócio-culturais. O aniversário de emancipação político-administrativa é comemorado no dia 24 de maio.

21 – Conceição dos Ouros
Sua população em 2016 era de 11.367 habitantes, situando-se a 450 km de Belo Horizonte.É um município que tem algumas indústrias (principalmente indústria de polvilho, gesso e duas do setor automobilístico). Tem uma equipe de futebol e futsal regional (é bicampeã da Taça EPTV de futsal). É famosa pelos biscoitos salgados que são feitos lá.(foto acima de Timóteo Alves de Freitas)

A Micro Região de São Lourenço é formada pelos municípios de  Alagoa, Baependi, Cambuquira, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Itamonte, Itanhandu, Jesuânia, Lambari, Olímpio Noronha, Passa-Quatro, Pouso Alto, São Lourenço, São Sebastião do Rio Verde, Soledade de Minas.

22 - São Lourenço
Uma das mais conhecidas estâncias hidrominerais do Brasil. Faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais, na serra da Mantiqueira. Sua população é de 41.128 habitantes.
Atrativos turísticos
Parque das Águas, Trem das Águas, Calçadão, Centros Comerciais ("shopping centers"), Aldeia Vila Verde (artesanato), Teleférico, Templo da Eubiose, Sítio Lagoa Seca, Quinta do Cedro, Rampa de voo livre da Fazenda Santa Helena.(Foto acima de Mario Sergio Araujo dos Passos)

23 – Olímpio Noronha
Fotografia de Rogério Bigas
Pequeno paraíso localizado na região sudoeste de Minas Gerais, Olímpio Noronha (foto acima de Rogério Bigas) fica a 354 km de Belo Horizonte e é ponto certo para quem deseja descansar da vida corrida das grandes metrópoles.Sua população em 2016 era de 2.743 habitantes.
Dona de um povo simples e acolhedor, a cidade possui entre seus destaques turísticos a antiga estação ferroviária, que, extinta em 1966, hoje abriga uma residência. A Cachoeira da Usina também é um ponto forte do município, exibindo gélidas águas que servem de refresco durante o verão.
Apesar de pacata, a cidade possui manifestações culturais que movimentam o local, como o carnaval e o rodeio da cidade. Instituto Estrada Real

A Micro Região de São Sebastião do Paraíso é formada pelos municípios de Arceburgo, Cabo Verde, Guaranésia, Guaxupé, Itamogi, Jacuí, Juruaia, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nova Resende, São Pedro da União, São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino.

24 - São Sebastião do Paraíso
A população estimada em 2016 é de 70.066 habitantes.O município tem como principal atividade a produção de café.(fotografia acima de Sérgio Avelino)

A Micro Região de Varginha é formada pelos municípios de Boa Esperança, Campanha, Campo do Meio, Campos Gerais, Carmo da Cachoeira, Coqueiral, Elói Mendes, Guapé, Ilicínea, Monsenhor Paulo, Santana da Vargem, São Bento Abade, São Tomé das Letras, Três Corações, Três Pontas, Varginha.

25 - Varginha 
A cidade está localizada às margens do Lago de Furnas, e ao mesmo tempo equidistante a três capitais do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Varginha foi apontada pela revista Veja em 2011 como a sétima melhor cidade do Brasil para se viver e investir. Varginha tornou-se conhecida internacionalmente em 1996 pelo suposto aparecimento de criaturas alienígenas, no episódio que ficou conhecido como o "Incidente de Varginha". A cidade é um dos principais centros de comércio e produção de café do Brasil e do mundo, e é referência na produção cafés de alta qualidade. A cidade é um polo de exportação de café escoando a maior parte da produção do Sul de Minas, fazendo o comércio do grão com diversos.
Lazer e turismo
O Município possui ao longo do braço sul do Lago de Furnas, marinas para barcos, jet skis, casas flutuantes e também locais para pescaria.
Varginha é uma cidade essencialmente comercial, mas existem também opções para lazer e turismo, por exemplo:
Nave Espacial; (que se trata de uma caixa d'água em formato de nave, com cerca de 5 metros de diâmetro - foto acima, arquivo da Prefeitura); Estação ferroviária; (onde todas as quintas-feiras acontece o projeto Quinta da Boa Música, evento de bandas locais); Parque Zoobotânico; Parque Novo Horizonte; Represa de Furnas; (Marinas para esportes náuticos, pesca, lazer e gastronomia); Museu municipal; Parque Centenário; Casarões coloniais, dentre eles o que abriga hoje a Câmara Municipal;
Regiões Turísticas vizinhas:
Circuito das Águas, Cambuquira (40 km), Lambari, Caxambu e São Lourenço (1 hr de carro); Estância Turística de Poços de Caldas (aproximadamente 1 hora e 20 de carro); Região do Lago de Furnas (Fama, Alfenas, Boa Esperança, Guapé, etc); Três Corações, casa Pelé, casa onde morou o rei do futebol (30 minutos de carro);
São Tomé das Letras (1 hr de carro); Serra da Mantiqueira (aproximadamente 1 hora de carro na região de Baependi); Existe ainda um evento que acontece todos os anos chamado Roça N' Roll, idealizado e organizado pelos integrantes da banda Tuatha de Danann. O evento reúne nomes importantes do heavy metal nacional e já contou até mesmo com a participação de bandas internacionais.


26 – Campanha
Fotografia da Prefeitura Municipal
Em julho de 2016 sua população era de 16 532 habitantes.
A cidade é sede da Academia Sul Mineira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Alfredo Valadão, da Cruzada Nacional de Alfabetização, precursora do Movimento Brasileiro de Alfabetização, da Fundação Cultural, entre outras entidades socioculturais.É porta de entrada para o Circuito das Águas de Minas Gerais e recebe turistas também por causa de suas igrejas e casarões coloniais. As principais atividade econômicas de Campanha são: a agropecuária, com maior destaque para as culturas de café, milho, feijão, cítricos, batata e gado leiteiro; laticínios e metalúrgica.(foto acima: arquivo da Prefeitura)
Fonte das informações, exceto as com fonte citadas: Wikipedia