sexta-feira, 20 de abril de 2007

PROJETO DE ORIENTAÇÃO FAMILIAR PARA A QUALIDADE DE VIDA



Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim...
Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim...
Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolhas
Os dias eram assim...
PROJETO
DE
ORIENTAÇÃO FAMILIAR
PARA A
QUALIDADE DE VIDA

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim
E quando largarem a mágoa
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim...
E quando brotarem as flores
E quando crescerem as matas
E quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim...


(Aos nossos filhos, Ivan Lins
Victor Martins)




I – APRESENTAÇÃO

No nosso presente momento histórico, a cada dia temos as surpresas mais horríveis em relação à turbulência entre pais e filhos. Os conflitos de gerações, os incontáveis desgastes e crimes que se cometem nas famílias, contra elas. E, principalmente, em detrimento dos filhos – na maioria das vezes inocentes e incautos. Pela mais absoluta falta de uma mínima orientação psicológica, humana, social e cotidiana daqueles que integram a massa familiar. Isso em todas as classes sociais e econômicas nas várias dimensões e aspectos do dito mundo civilizado.
Pela carência de meios e recursos de sobrevivência e até mesmo pela presença e a abundância destes – numa relação dicotômica entre a absoluta miséria, a riqueza e a opulência. Os problemas, crises, dores e sofrimentos, continuam a acontecer. Independente das classes sociais das pessoas e dos grupos, o que requer medidas mais que urgentes e assertivas que muito dependem da ótica, da cultura, da percepção das pessoas. De forma a agregar os valores necessários, que, muitas vezes estão ao alcance de nossas mãos e não queremos ou não podemos alcançá-los pela imensa falta de visão neste sentido. Sendo, então, cometidos erros gigantescos, crimes de proporções descabidas. Que poderiam tranqüilamente ser evitados por meio de uma simples orientação familiar ou mesmo de uma educação ou preparação séria das pessoas neste sentido (Gaiarsa, 1994).
O modelo, a estrutura, a hierarquia, o poder familiar que ainda temos acham-se absolutamente falidos se comparados às conjunturas e exigências dos tempos atuais. Conforme nos lembra Zagury (1984, 1999, 2006), há uma profunda defasagem historicamente acumulada e que haveremos de resgatar com a máxima urgência, caso queiramos sobreviver ao conjunto desta ordem de coisas. Que em muito tem abalado a paz social, a qualidade de vida das pessoas e mesmo a sustentação da existência humana em todos os segmentos, classes e ambientes geográficos do mundo, sem distinção. Em síntese, é uma grande crise que nos atinge a todos.
É do que também nos fala De Gregory (2005), quando retrata que, infelizmente, na nossa cultura, não há a preocupação em se orientar a criança, o adolescente e o jovem para o ser pai, ser mãe, constituir família, etc. Daí os grandes conflitos e problemas, que, por vezes, se chega a crimes lamentáveis. A homicídios horripilantes, sem contar, os inúmeros problemas do dia a dia decorrentes desta lacuna cultural e humana.
Para o exercício de qualquer atividade, profissão ou serviço, prescindimos de uma qualificação em nível técnico, universitário, ou mesmo de pós-graduação e assim por diante. Sendo que a ciência e a tecnologia constituem o grande parâmetro utilizado para tudo.
Menos para sermos pais ou mães. O que é entendido apenas como uma necessidade ou função meramente biológica, genética e natural ao longo da vida. Para a sua reprodução e perpetuação da espécie de uma forma mera e simplesmente animal. Esquecendo-se totalmente do teor psicológico e sua fundamental importância na criação dos filhos. E frente aos problemas a que a moderna sociedade nos expõe a todo momento, notadamente, nos últimos tempos (Costa Neto, 2003, 2006).
Preocupamos-nos muito com as questões materiais: a habitação, a alimentação, a saúde física, as possibilidades financeiras, lazer, status social e demais fatores igualmente importantes. Mas deixando de lado os teores e sutilezas de ordem psicossocial. Os valores éticos e morais. As emoções, os sentimentos, as exatas concepções do amor que estão muito além da ciência fria e objetiva. Daí o caos, os males, as imensas dificuldades e sofrimentos que poderiam ser muito facilmente evitados (Oliveira, 2004).

O que mais nos falta é um pouco de sabedoria afetiva, de compaixão, de vontade de acertar. Oque faz parte do perverso jogo político que envolve o poder, o dinheiro, a fogueira das vaidades. A ganância, a excessiva competição que, na maioria das vezes, sem que mesmo o percebamos. Coloca-se por terra possibilidades de amor, de amar, aceitação, calor humano, paz, harmonia e felicidade para as pessoas, as gerações do futuro e assim por diante. E, o mais incrível, é que acreditamos estar lutando ferrenhamente por esta mesma causa. Quando, na verdade, podemos estar, na maioria das vezes, fazendo justamente ao contrário.
Chegando-se à idade em que os aparatos biológicos dão respostas aos devidos estímulos, à excitação e à sexualidade pura e simplesmente “já funcionam”. Então as pessoas já podem se relacionar, se casar, encasalar, enfim, ter filhos e criá-los naturalmente. Sem que percebam os desgastes e estragos de todas as ordens que já começam a ocorrer. Criando, assim, inúmeros problemas e dificuldades porque passa a sociedade que vão, do simples desrespeito, à competição sem limites e daí para a perversão, a maldade, a culpa, as contradições humanas, a depressão, o abandono, o desemprego, a prostituição, a fome, a miséria, a prostituição, o crime. Ou seja, a degradação da pessoa, da natureza. E, principalmente, da própria família enquanto “célula mater da sociedade”. O que dá origem, é claro, à degradação da mesma sociedade. Chegando ao limite da quase total insustentabilidade a que temos vivido e assistido nos dias atuais (Pagnoncelli de Souza, 1989).
Do ponto de vista micro, ou seja do dia a dia da comunidade familiar os problemas e insatisfações já são muitos. E, se o considerarmos sob o aspecto macro, ou seja, o impacto destes problemas, dores e insatisfações no cômputo maior da sociedade o fenômeno toma uma dimensão absolutamente incalculável. Pois os problemas do mundo são a exata reprodução dos problemas da família. Do que as pessoas carregam e transpõem do seu inconsciente para o real concreto em que vivem.
Rappaport (1982), relembra a grande importância das relações e impressões ocorridas na primeira infância que considera desde a concepção, a vida intra-uterina e de zero a cinco anos, como absolutamente fundamentais na formação da personalidade da pessoa. O que, na maioria das vezes, passa despercebido pela família e pelas pessoas que convivem direta ou indiretamente com a criança. Aí incluindo seus professores, colegas, comunidades vicinais e até mesmo encontros e relações ocasionais marcantes para o futuro da pessoa. Tornando-se determinantes em suas ações, posturas, os processos e resultados delas decorrentes.
A arte já reproduz a muito esta indagação e sabedoria como no cinema quando podemos relembrar que “a mão que balança o berço é a mão que dirige o mundo”. Ou na música quando Belquior compõe para que Elis Regina expresse lindamente que “...minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...”

É isto, o histórico de evolução das gerações e da vivência familiar é demasiado lento, enquanto os ditames sociais se alteram e se ampliam enormemente a cada dia. O mundo muda, a família, não. E nosso papel aqui é o de darmos um pequeno empurrão no sentido de encurtar esta distância. Usando, para isto, alguns princípios simultâneos entre a objetividade, a subjetividade e a intersubjetividade da ciência contemporânea. Onde se incluem os sentimentos bons, como o amor, o carinho, a fraternidade, o calor humano, a troca. A vontade de acertar e a certeza da necessidade mais que urgente de se modificar os rumos da vida no planeta. Se é que de fato queremos viver em paz . E garantir a sustentabilidade para as gerações do futuro.Assim, reorientar a família, no rumo do amor e do diálogo, da aceitação, do contat0. Do entendimento, do afago, é, mais que fundamental frente à ordem das coisas em que caminha o mundo.


II – JUSTIFICATIVA

Este programa busca contribuir na busca da solução para os problemas gerados no seio da família e das relações com os seus elementos, trazendo à tona a sua gênese e fazendo propostas diversas de atuação tanto dos pais como dos filhos e demais elementos da comunidade familiar conforme o caso, por meio da orientação, do levantamento de dados específicos e do uso de técnicas pesquisadas e comprovadas que são eficientes para tais fins. Tem como base de sustentação o elemento diálogo, a demonstração de fatos, pesquisas, diagnósticos e feedbacks, fenômenos, o estudo de casos específicos, além do uso de metodologias especiais que podem ser tremendamente úteis na busca de solução para a problemática familiar a qual trata, e, conseqüentemente, buscando alterar para melhor a qualidade de vida humana em sociedade.
Somos conhecedores de um sem número de situações-problemas que poderiam ser plenamente evitadas com simples orientações prévias que é o que pretendemos fazer aqui com base em encontros, grupos de estudos, desdobramentos de resenhas, casos, oficinas, debates, palestras, exibição, análise e debates sobre filmes, vídeos, documentários e afins, buscando dar sustentabilidade à atividade das escolas, organizações não-governamentais, entidades outras, grupos de voluntários, ações terapêuticas, assistência psicológica, orientações de leituras e demais recursos metodológicos que possam estar disponíveis para a devida complementação do trabalho aqui proposto.
Utilizando prioritariamente o estudo específico da Técnica do Sociograma Familiar e os seus diversificados recursos, este projeto pretende atuar de forma contundente para a solução de problemas internos e externos à rede familiar, esperando contribuir de alguma forma, aliviando dores e sofrimentos e contribuindo, porfim, para a construção de uma sociedade melhor, mais fraterna, mais justa e equilibrada, e, principalmente, mais feliz, por meio, é claro, de uma família mais íntegra e igualmente feliz, nossa meta principal.
Entendemos que com este estudo possamos ajudar muito para a solução de tais problemas, reduzindo drasticamente as dores e sofrimentos que acabam por adoecer as famílias e suas relações dentro de um contexto maior, uma vez que estamos absolutamente convencidos de que a grande solução esperada para os cruciais problemas da sociedade depende só e unicamente de mais orientação, descoberta de novos paradigmas e sua aplicação no seio da família moderna, do que fará desencadear um presente e um futuro muito melhores para nossas crianças, adolescentes, jovens, suas futuras famílias. E, automaticamente aperfeiçoarão a função social, seus processos e resultados, a atividade escolar propriamente dita, e interferindo, também nos vários, planos, ciclos e etapas da vida social, marcando um grande e significativo passo no processo de evolução da sociedade como um todo.
O instrumento principal de trabalho é o amor, sua exteriorização plena no dia a dia das pessoas, das famílias, fazendo igualmente transbordar a dignidade, a compaixão, a alegria, a paz, a harmonia entre as pessoas esperando que assim teremos órgãos públicos, empresas mais humanizadas, escolas mais amorosas, famílias mais inteiras e completas, revertendo assim o quadro da calamidade, da culpa, da dor, da guerra e do sofrimento no mundo. Nosso papel é o de perpetuar a paz, a felicidade, o amor, o sorriso, a alegria. Entendendo que é justamente para isto que estamos aqui.
Definitivamente não vimos ao mundo a passeio e quanto mais se ampliam os problemas e a dimensão da crise mais aumenta a nossa responsabilidade de seres humanos e como tais, atores diretos de todos e cada um destes processos. Vimos por bem atuar diretamente a partir da família e seus incrementos, relações e interferências, entendendo ser este o caminho mais curto e mais certo para o pleno atendimento de cada uma das metas aqui propostas frente ao acúmulo histórico de dificuldades e problemas neste sentido feito por toda a humanidade.
O combate à ignorância e à ingenuidade material dos pais e mães, buscando a resignificação do seu papel político no seio da sociedade, buscando medidas e ações que se ajustem aos novos modelos e necessidades sociais no que diz respeito à família, ao conflito de gerações e a necessária e saudável relação dentro de tais contextos, por si já vêm justificar plenamente a existência do presente estudo que se propõe como prática de uma nova estratégia na busca da solução de tão intricados problemas e que acreditamos podem ser muito mais facilmente resolvidos desde que sejam agregados os valores do amor, da verdade, da vontade de resolvê-los de fato.
Estamos definitivamente convencidos de que a aplicação devida da metodologia aqui proposta, com o devido acompanhamento, responsabilidade profissional e continuidade, será um marco de grande importância na resolução de tão marcantes problemas familiares, na busca da melhoria da qualidade de vida e no processo de evolução social que parece andar a passos de tartaruga.
Este programa fundamenta-se numa plena dosagem de amor, que devidamente associada ao teor do conhecimento, da cultura e da pesquisa científica aplicada, irá render plenos benefícios na busca da felicidade das pessoas e suas influências diretas nos vários campos da atividade humana, quer no trabalho e produção, nas relações econômicas, culturais, políticas, artísticas, no trato com a natureza enfim, nos vários segmentos que envolvem a vida humana e seus teores positivos e negativos na chamada sociedade contemporânea, que, com o nascente terceiro milênio, vem, logicamente, buscar diversificadas exigências frente à complexidade em que co-existem pessoas, coisas, fatos e fenômenos de todas as ordens, requerendo, todos eles, melhorias grandiosas, urgentes e inadiáveis.
Os problemas e conflitos da família são a origem da grande crise humana e social que assola o planeta. Numa análise significativa de causas, efeitos, processos e resultados, segundo a própria dimensão tecnológica do planejamento, o problema da família é a origem básica de todos os demais, portanto, influenciando significativamente nestas bases estaremos, de forma automática, interferindo de forma absoluta e significativa em todas as conjunturas dos problemas humanos, sociais, psicológicos e até ambientais. A busca de soluções humanas, sociais e psicologicamente assertivas para os problemas decorrentes das relações familiares está sistemicamente ligada à solução das demais questões afins no mundo, merecendo, portanto, um especial destaque frente aos cruciais problemas nas relações humanas, em todos os tipos de violência, na degradação da natureza, na distribuição do poder e da riqueza, em síntese, orientar a família significa orientar o mundo e a vida em busca de suas maravilhas e para que todos possam viver com um melhor nível possível de qualidade em todos os seus aspectos.
Portanto, o que justifica a existência deste programa é a grande contribuição que ele pode significar no sentido de orientar e educar as pessoas rumo a uma cidadania concreta, dignificando a humanidade e a vida das pessoas em todos os sentidos, segmentos e categorias sociais distintas frente ao crucial momento histórico em que todos vivemos.
Se a cada dia, a cada noticiário de TV ou abertura de jornal nós sentimos um enorme frio na espinha, o desalento, a quase desesperança? Já passou muito da hora de se iniciarmos um novo processo que deverá ser simultâneo e em múltiplas direções. Aqui, visamos dar um novo tratamento à questão da condução da família e da educação dos filhos. Não vistas de uma maneira estanque, mas, ao contrário, por uma análise, múltipla, sistêmica e integrada.

III – OBJETIVOS DO PROJETO

3.1 – Geral:

Fundamentar na teoria e na prática os princípios e os pressupostos humanos, sociais, psicológicos, políticos, educacionais, culturais, ideológicos, espirituais, produtivos e ecológicos que afetam e dificultam um padrão de qualidade aceitável no tocante à vida familiar, às relações entre pais e filhos, os conflitos e violências simbólicas e/ou concretas entre as gerações e seus impactos na crise humana do mundo em geral e das pessoas em particular, propondo, finalmente, alternativas válidas de soluções para os problemas então diagnosticados.

3.2 – Específicos:

1 - Promover o debate com pais, filhos e educadores sobre as contingências e problemas que envolvem as relações familiares, seus conflitos, dificuldades, violências e afins, subsidiando soluções caso a caso.
2 - Buscar a entender os processos implícitos e explícitos dos processos de violência na família e a sua vinculação aos aspectos psicológicos, orientando a tomada de decisão de todos os seus elementos, na busca de sua satisfatória superação.
3 - Identificar os fatores negativos que influenciam a vida familiar e suas conseqüências definitivas na qualidade de vida das pessoas, causando perturbações mentais, sofrimentos, depressão, abandono e o crime nos vários segmentos da sociedade.
4 - Coletar os dados e processar estudos e pesquisas sobre as situações familiares trabalhadas; elaborando e aplicando um novo plano de ação experimental, analisando, em seguida os resultados conseguidos com o uso do arsenal tecnológico, científico e psicológico ora apresentado.
5 - Propor e realizar processos sócio-terapêuticos de acompanhamento dos pais, dos responsáveis ou dos filhos envolvidos no processo, buscando corrigir falhas e distorções historicamente acumuladas, por meio de grupos de estudos, leituras, oficinas, resenhas, exibição e desdobramento de casos, filmes, documentários, experiências e depoimentos afins.
6 - Relatar documentalmente a experiência do projeto, servindo de subsídio para participação de congressos, seminários, eventos regionais, nacionais e internacionais, publicações, pesquisas, feiras, mostras, exposições sobre o tema e demais iniciativas similares.
7 - Trabalhar os fatores da extrema competitividade humana e a sua estrita relação com a permanente busca das fontes de energia – endorfina – bem como com os mecanismos de conquista das pessoas e de combate aos concorrentes que, juntos aceleram as relações conflituosas e com elas os conflitos e desgastes naturais da família e da sociedade.
8 - Orientar a profunda assertividade, principalmente a afetiva e a psicológica na relação entre pais e filhos, cuja absoluta carência é a grande responsável pelos inúmeros conflitos familiares, e, por decorrência, dos problemas e dificuldades humanas e sociais.

IV – CONCEPÇÃO METODOLÓGICA

01 –Título: PROJETO DE ORIENTAÇÃO FAMILIAR PARA A QUALIDADE DE VIDA
02 – Metodologia: Workshop Básico com 20 (vinte) horas-atividades semi-intesnsivas, incluindo processos de dinâmicas de grupo implícita e explícita, oficinas de trabalho, atividades lúdicas, corporais, de respiração, alongamento, construção de soluções otimizadas por meio da indução e dedução simultâneas e conclusões de aprendizagem e aplicabilidade dos conhecimentos.Trabalho terapêutico de acompanhamento com oficinas, grupos de estudos, ciclos de debates e palestras, filmes, documentários e demais atividades afins a serem discutidas caso a caso.
03 – Coordenador: Prof. MsC. Antonio da Costa Neto – Mestre e doutorando em educação, consultor em qualidade de vida, capacitação de pessoas, pesquisa e planejamento em potencial humano. Terapeuta corporal, conferencista, professor universitário e autor de vários livros e artigos sobre o tema.
04 – Programa:
4.1 –
Concepção Sistêmica e a Organização Familiar no Terceiro Milênio:
- a concepção patriarcal, a ideologia e o poder;
- a questão da afetividade e da assertividade no tratamento das pessoas;
- o histórico dos ancestrais até a atualidade;
- nova proposta de concepção do cotidiano familiar.

4.2 –
O Fator Personalidade- Um Outro Aspecto Determinante:
- o processo cerebral e a construção da personalidade das pessoas;
- a tipologia de cérebro de cada indivíduo e as influências da família;
- importância dos ciclos e idades-funis;
- personalidade dominante a construção dos conflitos familiares;
- teste, análise e diagnóstico das condições e aptidões cerebrais;
- metas de cultivo para a melhoria e a adequação do encéfalo;
- implementação de um novo plano de ação mental na família.

4.3 –
A Estruturação Natural dos Grupos e Subgrupos na Família:
- as figuras, os mitos e as condições de mando e liderança;
- instrumentos de adequação e combate frente às lideranças;
- ganhos e perdas neste mesmo processo;
- recorrências, conflitos e conseqüências para o resto da vida;
- importância da tomada de consciência e dos processos terapêuticos.

4.4 –
Confecção, Estudo, Desdobramento e Aplicação do Sociograma Familiar:
- técnicas e instrumentos de elaboração do sociograma;
- cuidados psicológicos especiais e assertividade na sua elaboração;
- adequação do clima e do ambiente para este trabalho;
- desdobramento do sociograma e diagnóstico inicial;
- identificação dos papéis, das funções e das responsabilidades de cada um;
- debate geral sobre a situação encontrada;
- conclusões, depoimentos e tomadas de decisões.

4.5 –
Estudo de Caso: “Susane Von Richthofen”:
- violência simbólica e violência concreta nas relações entre pais e filhos;
- a questão dos preferidos e dos preteridos no cotidiano familiar;
- análise das razões e conseqüências, dos “prós e contras” de cada caso;
- como evitar que tragédias como esta voltem a acontecer;
- debate com aproximação do júri simulado do caso a partir do referencial estudado.

4.6 –
Complementação Teórica e Nova Planificação:
- Leitura, análise e desdobramento do Capítulo: A família, do livro Quem ama não adoece, do cardiologista brasileiro Dr. Marco Aurélio Dias da Silva: grande debate.
- Nova planificação com objetivos e metas para a condução do processo familiar a partir do evento.
- Encerramento das atividades.

V – REFERÊNCIAS UTILIZADAS:

COSTA NETO, Antonio da. Paradigmas em educação no novo milênio. Ed. Kelps: Goiânia, 2 003.
_________. Sociedades & Conflitos: uma miniatura da realidade social. IN PROPORCIONALISMO OU CAOS. DE GREGORY, Waldemar & SANT’ANA, Sílvio. Lorosae: São Paulo, 2 006.
DE GREGORY, Waldemar. A formação do cérebro pela família e pela escola. Pancast: São Paulo, 2005.
GAIARSA, José Ângelo. Amores perfeitos. São Paulo: Editora Gente, 1994.
OLIVEIRA, Colandi Carvalho de. Psicologia da ensinagem: uma análise reflexiva na relação professor/aluno. Kelps: Goiânia, 2004.
PAGNONCELLI DE SOUZA, Ronald. Os filhos no contexto social e familiar. PUC: São Paulo, 1 989.
RAPPAPORT, Clara Regina. A idade escolar e a adolescência. EPU: São Paulo, 1 982.
SILVA, Carlos Alberto Dias da. Quem ama não adoece. Brasiliense: São Paulo, 1 986.
ZAGURY, Tânia. Educar sem culpa: a gênese da ética. Record: Rio de Janeiro, 1984.
_________. Filhos tiranos:REVISTA VEJA– Ano 0012 – Ed 817 – págs. 018/023. São Paulo, 2006.
_________. Encurtando a adolescência. Record: Rio de Janeiro, 1 999.



terça-feira, 3 de abril de 2007

SOBRE CIGARRAS & FORMIGAS


Antonio da Costa Neto

Era uma vez um grande Reino só de cigarras e formigas. As formigas eram muitas, bem mais do que as cigarras e estas, por sua vez, se julgavam mais fortes, bonitas, mais capazes, espertas, inteligentes, preparadas e trataram então de estabelecer as leis, as regras e normas para a vida cotidiana do Reino. E tudo parecia caminhar bem. Enquanto as cigarras habitavam suas casas enormes e muito confortáveis, cercadas de imensos jardins, lagos e cachoeiras, as formigas se amontoavam como podiam em pequenos buracos, onde famílias inteiras se ajeitavam nas noites de frio, depois de comerem as poucas folhas que sobravam dos lautos banquetes das cigarras-patroas.
Como começavam a acontecer alguns problemas em relação à enorme população de formigas e já faltavam comida, escolas, remédios, diversão e outras coisas importantes, as cigarras resolveram formar uma Assembléia Geral e lá elaboraram um estatuto – um conjunto de leis e princípios constitucionais – para continuar garantindo a paz, a serenidade , o conforto material e o ambicionado exercício do poder, pelo menos para elas, as cigarras, é claro.
As crianças formigas passaram a ser encaminhadas para as escolas das cigarras-professoras que eram cuidadosamente preparadas para repassarem as lições que elaboravam para o bom funcionamento do Reino. Aos domingos, a quase totalidade das formigas e algumas cigarras desocupadas iam para as sinagogas onde eram catequizadas para ganharem o céu onde cigarras muito boazinhas iriam garantir que todos tivessem muita paz e alegria depois que partissem do Reino.
Elas ditavam o valor dos salários, o preço das coisas; administravam ao seu bel prazer o dinheiro suado com que as formigas pagam suas dívidas infinitas, os pesados impostos para sobreviverem ainda que miseravelmente.
Assim, dia-a-dia, as cigarras iam ficando muito mais ricas e poderosas, donas de estabelecimentos comerciais, fábricas, escolas, ongs e sei lá mais o que, onde as formigas eram obrigadas a trabalhar dia e noite, retirando dali seu mísero sustento, esperando eternamente o tempo em que viveriam em paz sob a proteção daquelas cigarras boazinhas que só faziam o bem para todos.
Certa noite muito fria um bando de formigas quase morto de fome e frio resolveu assaltar um supermercado onde abundavam casacos, cobertores e toda a sorte de comidas. A guarda das cigarras reagiu , houve troca de tiros e infelizmente a formiga atingiu a cigarra que acabou morrendo. Foi um escândalo total. Só se falava no tal crime, o que levou as cigarras a se reunirem de imediato, e, sem muita discussão decretaram a pena de morte para todo e qualquer crime cometido pelas formigas que, afinal de contas, se tratava de seres minúsculos, de composição pouco complexa; bichinhos miseráveis e desprezíveis, sem a menor graça ou importância e que não fariam a menor falta, já que eram tantas.
No dia da execução da formiga todos se reuniram na praça para a grande festa. Como ela estava magrinha, morreu fácil, fácil e por toda a noite foi um grande carnaval para comemoração de cigarras e formigas, pois afinal, estavam condenando o crime, fazendo justiça e logo tudo se resolveria. Mas novos assaltos, e crimes envolvendo formigas pobres, faveladas, pretas, estranhas, assassinas, adolescentes, drogadas, analfabetas continuaram a acontecer. Pois estas, famintas e desempregadas tinham de arranjar formas de alimentarem suas famílias. E claro, sempre acabavam presas, condenadas, executadas e mortas, com novas comemorações e novas festas.
Assim o Reino começou a ficar uma beleza; um grande silêncio, sem formigas para sujar as ruas, depredar os prédios públicos, e, principalmente, cometer os assaltos e assassinatos terríveis e horripilantes. As escolas estavam vazias, os parques sem ninguém e então começou a faltar quem lavasse as preciosas roupas das cigarras, quem limpasse suas casas, cozinhasse e passasse para elas, quem trabalhasse para que a economia do Reino pudesse crescer e depositarem o lucro em suas contas no exterior, fazer passeios luxuosos, comprar iates, ilhas e mansões.
Se não tinham mais formigas, a quem as cigarras iriam explorar? Quem iria votar nelas para mantê-las no comando do Reino que parecia ser só de cigarras? De quem elas iriam confiscar as poupanças, cobrar o imposto de renda e impor pesadas taxas e multas? A quem elas iriam governar?
Desesperadas elas convocaram uma Nova Assembléia para destituir a pena de morte, pois senão, o Reino desapareceria em breve e elas não poderiam mais manter aquela vida cheia de luxo, prazeres e ostentação. E embora fosse sexta-feira, todas as cigarras constituintes compareceram levando um discurso afiado e muito comovente. O plenário lotado continuou os trabalhos noite adentro, sem que ninguém demonstrasse o menor sono ou cansaço, pois o assunto era de maior importância e dele dependeria a sobrevivência das cigarras-autoridades.
Por fim, foram unânimes em abolir imediatamente a pena de morte, sob os auspícios do sagrado direito à vida e da responsabilidade de se defender com toda compaixão e o mais puro dos sentimentos de quem as cigarras bondosas, honestas, sinceras e justíssimas democraticamente representavam...
Tarde demais, não existiam mais formigas. Agora era um Reino só de cigarras. Só de autoridades. Desesperadas, enlouquecidas, humildes, piedosas e com os olhos rasos d’água começaram a trocar entre si, culpas e acusações procurando, sem esperanças ou perspectivas, alguma solução para o caos que tardiamente se instalara.

sábado, 31 de março de 2007

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL INCLUSIVA


QUALIDADE & PRODUTIVIDADE
PLANIFICAÇÃO GERENCIAL EEFICAZ
ELABORAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA

Objetivos:

Desenvolver programas de responsabilidade social inclusiva nas organizações, por meio da melhoria da produção e da produtividade, do atendimento ao público e do sistema organizacional como um todo, visando à busca da eficiência, da eficácia, da efetividade, da economicidade e da congruência destes serviços, com respostas técnicas, econômicas, humanas e sociais desejadas. E ainda, melhor administrar os conflitos, controlar o estresse funcional buscando a melhoria contínua da qualidade de vida no trabalho, e conseqüentemente, a lucratividade máxima dentro das atuais circunstâncias do mercado.

Correção de possíveis falhas e defasagens acumuladas para se programar, ao longo do processo a otimização dos trabalhos, seus processos e resultados no âmbito da empresa, considerando o seu pleno processo de crescimento em todos os sentidos. Para tal, serão utilizados os instrumentos da Metodologia do Planejamento Sistêmico-Contingencial com estratégias devidamente adequadas às especificidades e fins da organização, buscando sucesso e qualidade no processo cotidiano de resolução de problemas.

Exercitar a criatividade, a autonomia profissional, a visão de processos sistêmicos, de responsabilidade social e a assertividade (agilidade, presteza, objetividade) funcionais das equipes de trabalho de toda a organização com vistas a elaborar novos planos de atividades funcionais frente às perspectivas de crescimento da empresa e sua inserção no competitivo mercado e na área-fim de sua atuação.

Elaborar em conjunto e implantar o respectivo Código de Ética das Organizações, visando a uma ação mais eficiente, eficaz, efetiva e eticamente responsável no cômputo da organização para a excelência de seus produtos e serviços, maior amplitude possível dentro das dimensões do mercado, melhoria da imagem perante o público potencial e melhoria para a qualidade de vida interna e externa.


Aspectos a Serem Trabalhados:

01 – Assertividade funcional na correção de falhas e defasagens nos processos de atendimento ao público, produção, produtividade e desenvolvimento organizacional, com respostas satisfatórias e em consonância com os próprios meios gerenciais. Buscando o intercâmbio profissional e a melhor integração da equipe, criando co-responsabilidade pessoal e social, por isso, inclusiva, com o sucesso da profissional, técnico e econômico da organização.

02 – Importância da personalização psicológica e técnica dos serviços de atendimento, produção e produtividade em consonância com os corpos técnico e gerencial da empresa, definindo, na prática, os conceitos de eficiência, eficácia, efetividade, economicidade e congruência nas atividades organizacionais e para a plena utilização dos seus funcionários, gerenciando assim os possíveis conflitos e melhorando, por conseqüência, a qualidade de vida na organização, seus processos e resultados.

03 – Coletar os dados e diagnosticar as situações-problemas, com foco nas questões da excelência no trabalho e na responsabilidade social como um todo e nos processos organizacionais desencadeados para o desenvolvimento e crescimento qualitativo e quantitativo da organização, a maximização da produtividade/lucratividade em termos técnicos, econômicos, humanos e sociais.

04 – Apresentar a nova proposta de plano de ação com vistas a otimizar soluções para a problemática identificada com referência ao atendimento, planejamento e gerenciamento integral, gestão de conflitos, controle do estresse funcional, qualidade de vida, autonomia funcional, lucratividade e responsabilidade social da organização.

05 – Negociar com o grupo o programa de implantação, acompanhamento e continuidade da execução dos programas, do planejamento e do Código de Ética por meio de novos encontros, oficinas e supervisão “in loco” das atividades, processos desencadeados e resultados atingidos a partir do primeiro encontro de trabalho.

Metodologia a Implementar:

Workshop com programas de oficinas e exercícios teóricos e práticos de atendimento ao público, planejamento e gerenciamento organizacional, administração de conflitos, controle de estresse, qualidade de vida, produção, produtividade, lucratividade e responsabilidade social da organização, incluindo vivências individuais e grupais, dinâmicas de grupo, exercícios de corpo, toque, movimento ritmo e expressivo, massagem, respiração, alongamentos, máscaras plásticas corporais, psicodramas e sociogramas do ambiente de trabalho e suas confluências com a realidade específica com a qual se trabalha.
Levantamento inicial do diagnóstico situacional e do clima da organização, dando oportunidade a todos os presentes para externarem suas impressões, sentimentos, desejos e críticas; usando a técnica psicossomática do esvaziamento pessoal, criando assim uma situação pró-ativa para o pleno desenvolvimento dos trabalhos.
Todos os levantamentos considerados importantes na implementação do novo plano de trabalho e/ou do Código de Ética serão listados em “papel pardo” que ficará exposto e à disposição do grupo, podendo ser utilizado para registro de todos os participantes em quaisquer momentos em que julgarem oportuno.
Primeiro dia:

(Primeiro momento):

01 – Plano de abertura com apresentação do grupo (técnica específica de cochicho, integração, exercícios lúdicos e atividades afins) e levantamento das expectativas em elação ao evento, debate e esclarecimento prévio de todas as dúvidas acerca dos conceitos que serão trabalhados, a metodologia e os propósitos gerais do evento.

02 – Oficina de movimento rítmico e expressivo, música, alongamento, relaxamento e integração das pessoas, grupos e equipes de trabalho. Laboratório de assertividade para o funcionamento do workshop como exercício prático para a futura aplicação no dia a dia da empresa. Apresentação, negociação, emendas e aprovação das normas gerais de ação com vistas à responsabilidade de cada um em relação ao sucesso do trabalho como conseqüência óbvia do sucesso da empresa.
(Segundo momento):

03-Fundamentação teórico-prática das dimensões técnicas e psicológicas (personalização) e da eficiência técnica nos processos relacionais no trabalho. Exercício de leitura e análise crítica e comparativa texto/empresa a partir do estudo de A fábula dos porcos assados (José. Grisciliano).

04 – Visão global da organização e processos de intervenção positiva e negativa. Responsabilidades e papéis pessoais, humanos e sociais: motivação, integração e assertividade funcional. Técnicas de administração de conflitos: personalização, tipologias individuais e de grupos, relativização da competitividade e jogos de poder, controle do estresse, qualidade de vida, produção, produtividade com vistas à responsabilidade econômico-social em seu sentido pleno.
Estudo de caso como metodologia complementar e integrando o sociograma de um componente democraticamente escolhido no grupo. Debate sobre o sociograma realizado como forma de fixação do exercício e utilização posterior da técnica no campo de trabalho.

Segundo dia:

(Primeiro momento):

05 – Dinâmica de integração para abertura do dia. Levantamento das necessidades e problemas. Elaboração da planilha inicial do novo plano de trabalho (em papel pardo) a ser implantado. Discussão em grupos e análise das atitudes individuais e grupais e responsabilidades assumidas após o debate (almoço de integração).

(Segundo momento):

06 – Dinâmica de integração (exercícios diferenciados). Elencagem das propostas de solução para os problemas anteriormente levantados. Apresentação, debate e definição das políticas e diretrizes básicas a implementar. Participação ativa das pessoas e grupos gerando co-responsabilidade e motivação para com o sucesso dos novos empreendimentos, da organização como um todo e do plano de responsabilidade inclusiva.
Terceiro dia (opcional, podendo ser incluído no fechamento do segundo dia):

07 – Oficinas de corpo, entretenimento, lazer, integração e encerramento (uso de técnicas específicas). Fechamento do evento em grande estilo, estabelecimento de metas e o comprometimento de cada pessoa em termos dos objetivos a serem alcançados e anteriormente previstos.

Relatório Técnico e Programa de Acompanhamento:

O conjunto dos elementos levantados durante o workshop fará parte de um documento como prévia de relatório do plano de trabalho a ser discutido com a equipe em data posterior para ser implantado, supervisionado e acompanhado experimentalmente durante o presente exercício. Esta data será definida junto à gerência, o que constituirá, se necessário, um segundo encontro de aprofundamento do grupo dentro da metodologia a ser implantada ou a negociação de outro plano de trabalho, tais como planejamento das atividades, oficinas de acompanhamento e implantação gradativa de cada uma das etapas do programa, de acordo com as especificidades de cada caso e segundo os interesses mediatos e imediatos da Organização.

Programa de Trabalho:

Workshop com 20(vinte) horas-atividade consecutivas. Sugestão: sexta (noite), sábado (manhã e tarde) e domingo (manhã), 02 (dois) dias inteiros consecutivos ou outro cronograma a ser previamente negociado.
O evento deve ser transformado, gradativamente, no ambiente cotidiano que se espera na organização (técnica laboratorial), em função da produtividade, do bem-estar e qualidade de presença das pessoas como integrantes da posterior implantação dos programas estabelecidos com foco central na nova responsabilidade social inclusiva da organização, associada aos ganhos relativos à otimização da produção e da produtividade, a meta principal a ser atingida.
Realização integrada com lanches matutino, vespertino e almoço em conjunto no sábado (como sugestão para melhor integrar o grupo e motivá-lo para a maior eficiência do evento e seus resultados tanto humanos quanto organizacionais, produtivos e econômicos).

Material Necessário:

Suporte básico com material pedagógico xerografado – kits individuais com textos, pasta e caneta para uso individual.
Recursos alternativos (caso a caso: jornais e revistas usadas, papel pardo, pincéis atômicos, sucata, argila, outros instrumentos a escolher oportunamente, segundo disponibilidade, necessidade e interesse do grupo específico).
Exibição e comentário do Documentário/Empresarial: “Se careta matasse...” Com debate e relativização das questões do filme com os programas de atendimento/gerenciamento da Organização específica com foco na responsabilidade social no atendimento das pessoas.
Opcional: Exibição e debate do documentário “Ilha das Flores” no final do evento como caracterização do seu ‘megaprocesso’ de lazer e integração. TV, vídeo/DVD.Demais recursos conforme cada especificidade a ser trabalhada (negociar).

Currículum Simplificado do Facilitador:

Antonio da Costa Neto – Administrador, Especialista em Gestão de Pessoas, Mestre em Políticas e Planejamento. Consultor e pesquisador na área de excelência no atendimento, planejamento, gestão, controle de estresse, qualidade de vida nas organizações, produção, produtividade e responsabilidade social das organizações.
Contatos: (61) 3274 27 55 / 8149 52 57 (62) 3206 66 86 -
antoniocneto@terra.com.br

Custos Operacionais, Data, Horários e Local: a combinar.





domingo, 11 de março de 2007

ENIGMAS E COMPLEXIDADES DO CÉREBRO HUMANO


(*)Antonio da Costa Neto

“ ...uns mãos, uns cabeça, uns só coração...”
(Caetano Veloso)

Quando nosso poeta-músico maior fez a afirmação acima estava se referindo ao que justamente nos propomos a conversar um pouco com você em três momentos específicos, desta e das próximas edições do “A Voz”. Por considerarmos um tema da maior importância frente aos rigores e exigências do mundo atual, para que possamos buscar a tão sonhada melhoria da qualidade de vida. Ele quis dizer que algumas pessoas fazem, enquanto outras pensam e, outras ainda, apenas sentem, sendo esta dicotomia, esta separação muito nociva, horrivelmente atrasada.
Pesquisas, estudos e profundas investigações científicas já comprovaram que o nosso cérebro é triúno, ou seja, um em três. A caixa encefálica do ser humano é constituída de três partes distintas, sendo, dois hemisférios, um colocado no lado superior direito da cabeça, responsável pelos sentimentos, as emoções, a criatividade, o amor, as paixões, os desejos. Outro hemisfério, paralelo a este, posto anatomicamente no lado superior esquerdo e que responde pelo pensamento lógico, a teorização, o saber, o conhecimento. E finalmente, une-se a estes, uma parte comum aos dois, que se encontra na região da nuca, que é de onde vêm os nossos instintos, movimentos, capacidades de fazer e realizar as coisas.
Em síntese, temos um cérebro que nos capacita para sentir, o hemisfério direito; para pensar, o hemisfério esquerdo e para fazer; a parte central e que integra ao mesmo tempo os dois hemisférios. Em cada cabeça estas partes se desenvolvem diferentemente, dependendo das condições biológicas, históricas, culturais, do ambiente familiar da vida de cada pessoa, seus aprendizados, condições e oportunidades. Por isso somos diferentes, sendo necessário agrupar, reunir, agregar estas diferenças em grupos, equipes, grupos sociais, comunidades.
Estudiosos da área tais como o neurocientista norte-americano Paul McLean, ou o russo J. C. Luria, ou ainda o alemão Rogger Sperry sistematizaram tais questões com vários enfoques teóricos dentre os quais saliento a infinita contribuição dos intelectuais brasileiros: o cientista político Waldemar de Gregori, que com parceria com o médico Wilson Sanvito e a psipedagoga goiana Colandi Carvalho de Oliveira fundamentaram, divulgaram e difundiram a síntese que se encontra à disposição de todos no site
http://www.neuropedagogia.com.br/.
Historicamente o primeiro milênio foi dedicado ao desenvolvimento do instinto de sobrevivência concentrado na porção central do cérebro, com o aprendizado de fórmulas básicas que culminaram com a descoberta do fogo, a invenção da roda, a confecção de tecidos, moradia, armas e princípios de defesa do corpo e da vida. O segundo milênio foi o de abertura máxima das concepções da ciência e da alta tecnologia com o advento da filosofia, das grandes universidades e dos laboratórios de pesquisa. Já agora, o terceiro milênio destina-se obviamente ao desenvolvimento do cérebro direito, o das emoções, dos sentimentos, da compaixão, do amor, da fé.
Mas como o processo é evolutivo, o cérebro prático foi desenvolvido por meio de sucessivas tentativas, na base do ensaio-e-erro. O cérebro esquerdo já exigiu outro salto que foi o da associação teoria-prática, refinando o aprendizado e com ele as relações entre as pessoas e destas com o mundo. Agora, o desenvolvimento do cérebro direito deverá ser multidisciplinar, complexo e integrado, envolvendo a indução e dedução simultâneas, necessitando, assim, das duas segmentações anteriormente desenvolvidas. O sentir está intimamente ligado ao fazer, e, este, por sua vez, depende integralmente do pensar. É, portanto, necessário que saibamos fazer sentindo e pensando, para que as coisas fiquem inteiras e não mais fragmentadas, fendidas, partidas como até hoje, quando quem pensa não sente. Sendo notória a frieza dos engenheiros, dos estatistas, dos matemáticos, dos advogados. Quem sente, por sua vez, prescinde do raciocínio lógico, como é o caso dos artistas, dos místicos, dos alternativos. E quem faz, realiza, pratica, carece do sentir e do saber como, por exemplo, os operários, mecânicos e trabalhadores braçais de modo geral.
Entendemos, portanto que este é um paradigma absolutamente superado, antigo, preconceituoso, discriminatório e fora da nova ordem mundial. É preciso integrar todos estes aspectos e conhecimentos, para que os seres humanos integrem e intercomplementem o sentir, o fazer e o saber, de forma ordenada, harmônica e laboriosa, para que a sociedade seja melhor e as pessoas mais felizes. Para que vivamos em paz. Com uma ciência com mais sentimento, uma ação mais lógica e sentimental e uma emoção com pés no chão. As escolas, por exemplo, ainda preparam as pessoas apenas para o mundo da racionalidade mórbida e fria dos números, das ciências objetivas, enquanto o mundo clama pela intersubjetividade. Ver não só objetivamente, mas por todos os ângulos e formas, percebendo e respeitando condições, momentos, emoções e situações outras.
Precisamos entender e cumprir as ações de um mundo intenso e complexo e não mais simplista, linear e contentando apenas com resultados precisos e mensuráveis. A vida necessita de seres mais inteiros, capazes, prontos, sensíveis, harmoniosos, criativos, cheios de amor e de compaixão. E o planeta tem pressa. Não tem mais como e nem porque esperar. Amanhã pode ser tarde demais.

(*) Mestre em educação. Especialista em psicologia transpessoal, professor, pesquisador e consultor nas áreas de educação e Potencial Humano para as Organizações.

ENIGMAS E COMPLEXIDADES DO CÉREBRO HUMANO II


Na publicação anterior fizemos um rápido paralelo entre as questões e propostas teóricas sobre pesquisas e estudos feitos com referência à evolução do cérebro humano, tanto no âmbito das neurociências, quanto da psicologia transpessoal. Vamos agora mergulhar na sua cabeça. Conhecer um pouco mais do seu histórico, seus processos. Você é mais prático, mais racional ou mais afetivo? Em que ciclos de vida você mudou a sua concepção mental? A sua cabeça é mais parecida com a do seu pai ou da sua mãe? Ou de nenhum dos dois? Por que a sua cabeça é diferente da dos seus irmãos? Por que você tem mais facilidade ou dificuldade para certas tarefas ou mesmo a compreensão de certos fatos, fenômenos ou conceitos?
Podemos iniciar um processo de respostas para todas e estas e outras perguntas, dando o primeiro passo com a resolução do teste simplificado que apresentamos em seguida. E, é claro, com a devida análise e compreensão dos seus resultados. Na próxima publicação, concluiremos esta série com sugestões de o que e como você deve fazer para melhorar a sua cabeça, corrigir possíveis falhas ou disfunções, conseguindo assim conquistas, sucessos e prazer de uma vida individual e socialmente plena acolhedora, feliz e satisfatória na medida do possível, é claro.
Identificamos este teste como sendo o ÍNDICE REVELADOR QUOCIENTE MENTAL TRIÁDICO, ou seja, um referencial de análise das condições dos seus três cérebros, ou das suas necessárias capacidades para sentir, raciocinar e fazer as coisas; o que de certa forma, determina a possibilidade de viver com melhor qualidade neste mundo caótico em que estamos. Desenvolvendo, assim, a capacidade individual para resolver os problemas de forma amena, inteira, sensível, eficaz, e, principalmente, sustentável.
Observe bem a lista dos itens abaixo. Leia calma e atentamente cada uma das questões, e, em seguida, faça a sua auto-avaliação, escrevendo no espaço indicado após a sigla correspondente, seja: ESQ (esquerdo); CEN (central) e DIR (direito), (o que, por mera convenção foram as formas que encontramos para identificar as partes que compõem o nosso cérebro) a nota que você julga merecer, de forma honesta e sincera, considerando:
· Nota 1 – se você considera o item em sua totalidade muito difícil ou se não for da sua simpatia pessoal: trata-se de coisas que, efetivamente, você não gosta de fazer ou saber.
· Nota 2 – se considerá-lo como um fator intermediário; um meio termo, nem fácil e nem difícil, ou algumas coisas fáceis e outras, nem tanto.
· Nota 3 – se você gostar muito dos itens específicos. Achar fácil a realização de todos eles, ou seja, trata de coisas de sua predileção, que dão prazer em conhecê-las ou realizá-las. Tudo certo? Compreendeu bem?
Feito isto, você irá somar todos os pontos que fez em cada um dos desenhos – retângulo, triângulo ou círculo – colocados na parte inferior do quadro, e, a partir daí, vamos para a avaliação final, para o conhecimento do histórico da sua cabeça. Dê agora a nota a cada um dos itens, e, em seguida, apresente a soma dos totais:

1. Observar, examinar, entender logo____________________ESQ____
2. Programar, fazer planos, mandar_____________________CEN____
3. Ter devoção, fé, religião____________________________DIR____
4. Saber jogos, ser alegre, lúdico________________________DIR____
5. Discutir, defender-se com palavras, sem brigas____________ESQ____
6. Sentir, adivinhar o que vai acontecer___________________DIR­­­____
7. Ser afetivo, carinhoso______________________________DIR____
8. Saber falar, ter expressão, eloqüência___________________ESQ____
9. Fazer gestos com o rosto e o corpo_____________________DIR____
10. Colocar-se na situação do outro para entendê-lo___________DIR____
11. Julgar, avaliar o certo e o errado______________________ESQ____
12. Explicar tudo tim-tim por tim-tim_____________________ESQ____
13. Fazer bons negócios, ganhar_________________________CEN____
14. Inventar jeitos novos de fazer as coisas__________________DIR____
15. Pensar antes de fazer alguma coisa_____________________ESQ____
16. Estudar por meio de experiências______________________ESQ____
17. Fazer trabalhos manuais____________________________CEN____
18. Prestar atenção, ficar quieto_________________________CEN____
19. Organizar, cuidar de livros, roupas, objetos_______________CEN____
20. Arrumar-se bem, gostar do que é bonito_________________DIR____
21. Ser o primeiro a arriscar-se em tudo____________________CEN____
22. Notar defeitos, fazer críticas__________________________ESQ____
23. Pensar e fazer, terminar o que começa__________________CEN_____
24. Preocupar com o futuro, preparar-se___________________DIR_____
25. Saber usar aparelhos eletro-eletrônicos_________________CEN_____
26. Trabalhar bastante e bem__________________________CEN_____
27. Fazer cálculos, saber lidar com contas e números___________ESQ_____

Total dos Pontos: ESQ________DIR______

CEN_______

01 – Claro que você já entendeu que o ESQ representa o lado esquerdo do cérebro, ou o seu lado racional, lógico, intelectivo, de aprendizagem e teorização. O CEN é o lado prático, da ação, do fazer, do comportamento, da produção. E o DIR é o lado direito, o das emoções, das sensações, o prazer, a sensibilidade; o sentir, tão desprezado pela nossa cultura capitalista.
02 – O lado em que você conseguiu o maior número de pontos constitui o aspecto predominante em sua personalidade: sensitiva, racional ou prática. Sendo que o empate ou aproximação muito grande (diferença de 1 ponto) entre um lado e outro é altamente prejudicial, detectando o que chamamos de PARALISIA MENTAL, o que requer o imediato desenvolvimento de uma das partes envolvidas, o que poderá retardar o seu processo de desenvolvimento nas áreas atingidas..
03 – O máximo que você poderá ter feito é de 27 pontos em cada lado, o que significa uma GENALIDADE ABSOLUTA, ou a capacidade plena de desenvolver atividades naquela área específica: emocional, dos artistas, dos místicos e sensitivos; lógica, dos intelectuais, filósofos e pensadores; ou prática, dos executivos e trabalhadores do campo operacional, por exemplo. E o mínimo é 09 pontos, o que caracteriza a DEBILIDADE MENTAL, pois seu cérebro parou no tempo e no espaço, não deixando desenvolver as suas aptidões naqueles campos mentais .
04 – A média, ou A NORMALIDADE está entre os 18 e 22 pontos, considerando apenas o aspecto quantitativo, pois devemos considerar aquantidade e a qualidade que aqui significa a diferença ideal de 2 0 3 pontos dentre as áreas do encéfalo. Sendo que de 10 a 18 pontos é a ATROFIA MENTAL – desenvolvimento abaixo da normalidade - e de 23 a 26 pontos, consideramos a GENIALIDADE RELATIVA, que é o que de fato buscamos: pessoas com a capacidade para pensar, sentir e fazer acima da média, sendo, portanto, aptas para atuar satisfatoriamente em relação à complexidade dos problemas do mundo de hoje.
05 – Cuidado com as diferenças, pois o mundo requer seres proporcionais, equilibrados, sendo nocivas as desigualdades gritantes e que precisam ser concertadas com a urgência possível. Assim, se você notou uma diferença maior do que 4 pontos entre um lado e o outro, cuidado, você entrou no plano da ESQUISITICE MENTAL, associada à genialidade, ao incomum, à especialidade demasiada, o que não é bom. É preciso então investir no lado mais fraco, reduzindo esta diferença. Se, pelo contrário, a diferença for menor que 02, fica caracterizada a PARALISIA MENTAL, com forças iguais contrárias que se anulam mutuamente, coibindo e prejudicando a sua ação, pois enquanto uma puxa para o sim, a outra empurra para o não deixando você neutro em suas ações, pensamentos ou sentimentos.
O ideal, portanto, é que cheguemos a uma avaliação com índices de 18 pontos acima e com a diferença de 02 ou 03 pontos entre eles, o que dará ao indivíduo uma confortável sensação de espaço claro e definido, de uma certa oxigenação entre o pensar, o sentir e o agir, levando à assertividade e à responsável e a uma conduta plena, frente a ele mesmo, à sociedade e à vida. Veja finalmente se você é portador de alguma das disfunções: paralisia, atrofia ou mesmo a esquisitice mental. Se seu caso for de genialidade, parabéns, você é um privilegiado pela vida. Debilidade certamente você não tem, senão não teria chegado até aqui.Não se assuste e nem fique triste, pois quando o teste é feito com seriedade, mais de 98% das pessoas, temos uma ou mais delas. O importante é conhecê-las, aceitá-las, amorizá-las e se propor a corrigir a cada uma. É para isto que a educação, a escola, a psicologia e os programas terapêuticos e culturais existem. E na publicação seguinte vamos tentar facilitar este processo de novas buscas para mais felicidade, orientado você para, a partir deste diagnóstico, possam ser tomadas as providências corretivas para o desenvolvimento e a melhoria da sua mente, idéias, ações e qualidade de vi
da.

ENIGMAS E COMPLEXIDADES DO CÉREBRO HUMANO III




Pés no chão, cabeça nas estrelas e
mãos na massa...”
(Roy Cronne Smith)

Nas duas edições passadas, nós conversamos sobre teorias do cérebro e traçamos um rápido diagnóstico sobre as condições mentais de cada pessoa. Analisamos o desenvolvimento, funções e disfunções dos hemisférios direito e esquerdo e da porção central por meio do preenchimento e da análise do IRQMT. Agora, apresentamos uma série de sugestões de como você pode aprimorar a sua cabeça, buscando o equilíbrio perfeito entre as funções básicas do sentir, do pensar e do fazer, o que irá transformá-lo em um ser humano melhor, mais feliz, capaz de viver bem e contribuindo para que o mundo evolua de fato, em muitos dos seus aspectos e realidades.
Se você tem filhos, é educador ou trabalha com pessoas e equipes, experimente utilizar este referencial com elas. Veja como e porque uns aprendem mais facilmente por um ou por outro método. Perceba bem o que elas já sabem ou precisam aprender. As pesquisas têm demonstrado o quanto isto pode ajudar na eficiência, eficácia, sucesso das pessoas e melhorias nas suas relações, e, por conseqüência, do meio em que elas atuam e da sociedade como um todo. Colocamo-nos à disposição daqueles que desejarem se aprofundar no estudo do tema, bem como utilizá-lo em suas organizações, famílias ou escolas.
Conforme citamos no artigo anterior, devemos atingir a uma certa média, e, para melhor fazermos esta avaliação é importante que você tenha em mãos o seu teste devidamente resolvido. Vimos que o ideal é que todas as suas notas devam ser acima de 18 pontos e com uma diferença de 2 ou 3 pontos entre elas, o que demonstra a necessária proporcionalidade entre o pensar, o sentir e o fazer que é a base de sustentação mental necessária para o cidadão do terceiro milênio.
Se você tem menos de 18 pontos, significa que aquela parte do cérebro se mostra atrofiada, ou seja, com um desenvolvimento aquém da sua meta, do seu objetivo. Se for o hemisfério direito, o dos sentimentos e das emoções (representado pelo círculo), você deve se dedicar a atividades artísticas, sensitivas, ao belo, ao deleite. Assistir a espetáculos, dançar, se divertir, ler poesias, namorar, dedicar-se a um instrumento musical, por exemplo. Agora se a sua atrofia se encontra no hemisfério esquerdo, o lógico (o retângulo no teste), procure resolver cálculos, trabalhar com o computador, os registros gráficos, os exercícios de matemática, estatística, o jogo de xadrez ou a montagem de quebra-cabeças. E se for a parte central (identificada pelo triângulo), dedique-se a atividades práticas, trabalhos manuais, serviço de limpeza, montagem e conservação de arquivos, agendas, documentos, livros, viagens, compromissos, cumprimento de horários, etc.
Apresentando a igualdade ou a diferença de 1 ponto entre as áreas, escolha uma delas para se desenvolver e vá praticando diariamente os exercícios. Aconselhamos você a negociar com um exigidor as suas metas; uma pessoa da sua convivência e de total confiança que deverá conhecê-las e cobrar todos os dias a sua prática, pois somos constantemente traídos pelo jogo do inconsciente que quer que continuemos aniquilados, bobinhos e dependentes, pois assim continuaremos carentes, enfermos e manipuláveis, enriquecendo médicos, hospitais, patrões e trabalhando muito para não vermos nossa própria miséria.
Escolha o item do seu teste em que você se deu a nota 1 e estabeleça metas e estratégias para transformá-la em 3 e negocie isso com o seu exigidor, tentando cumpri-la no mais curto espaço de tempo possível, prosseguindo em seguida da mesma forma com os demais itens com a mesma nota.
Apresentamos a seguir um quadro de sugestões de programas e atividades que você pode seguir ou adaptar para melhorar o seu cérebro, sua vida e sua sociedade, que pode ser assim sintetizado:

PARA DESENVOLVER O HEMISFÉRIO ESQUERDO (Lógico):
Desenvolver a visão global da realidade e procurar a ver constantemente as coisas pelo seu aspecto sistêmico, ou seja, as suas interferências no todo social.
Exercitar-se na busca de razões, argumentos para defender uma causa, decisão e conclusões equilibradas com posicionamento contra ou a favor.
Desenvolver o espírito crítico, buscando identificar as causas, efeitos, processos e resultados dos fatos, bem como os seus componentes operacionais: O que é? Como e quando acontece? Para que e a favor de que e de quem? Quem se prejudica com ele. Refletir dialeticamente sobre os lados positivo e negativo de todas as coisas,
Desenvolver a autonomia do pensamento, tendo idéias próprias, independente de autores, escolas, partidos, tendências ou crenças da sociedade. Apreciar e desfrutar da música clássica.
Atualizar-se para acompanhar a evolução técnica, humana, social, econômica, ética e ecológica, das ciências e das idéias.
Fazer definições operacionais e apresentar os indicadores, com segmento lógico no que faz e, principalmente, para que fazer: associação de objetivos e metas.
Saber ser crítico de sua própria ciência e de suas próprias idéias, perceber as limitações, as entrelinhas, saber dialogar com jogo aberto.
Aprender ou aprofundar o conhecimento do uso do computador, conhecer e praticar os jogos do conhecimento objetivo como o xadrez, dominó, etc.
Comparar os resultados de cada atividade executada com as previsões que elaborou e aprender a corrigir possíveis falhas e defasagens.
Estudar gramática e consultar o dicionário. Ter uma segunda língua e executar a comunicação operacional com seqüência lógica oral e escrita, sabendo ouvir, interpretar e transmitir tanto a comunicação verbal como a não-verbal (do corpo).

PARA DESENVOLVER A PORÇÃO CENTRAL (Prática):
Desenvolver o tino administrativo, as técnicas de decisão e planejamento, administração, organização e mudança.
Aprender a controlar as emoções, a raiva, o estresse, a explosão, aprender técnicas de respiração, o que e como falar, quando calar, ter assertividade nas relações.
Saber como ganhar dinheiro nos negócios, agindo de forma ética, responsável e auferindo lucros legítimos nos tratos de comércio e troca.
Desenvolver a capacidade de esforço, concentração, produção e produtividade e de concretizar idéias, sair da teoria para a prática concreta.
Praticar esportes, fazer exercícios físicos ao ar livre: alongamentos, saltos, corrida, natação, jogos diversos.
Desenvolver o automatismo dos movimentos corporais e a coordenação motora fina de pernas, pés, braços, mãos e dedos, realizando exercícios de escrita, linha, traço, geometria.
Controlar a impulsividade, a agressividade, ser forte, corajoso, ousado, correr risco, cumprir horários e compromissos, refinar qualitativamente a sexualidade e o erotismo.
Buscar o gosto do mando e do risco, do exercício de lideranças, desenvolver a percepção seqüencial, a proporcionalização de meios e fins.
Desenvolver o empenho na sobrevivência, competição, produção, produtividade e amor ao trabalho.
Desfrutar de forma equilibrada e saudável a comida, a bebida, o vestuário. Aprofundar a emancipação da família e a auto-suficiência. Buscar o desfrute e o prazer naquilo que faz.

PARA DESENVOLVER O HEMISFÉRIO DIREITO (Emocional):
Desenvolver alguma atividade artística, o senso do estético e do belo: artes visuais (pintura, gravura, desenho, escultura); cênicas (teatro, dança, cinema); musicais (canto, orquestra, instrumentos).
Estudar e vivenciar alguma proposta mística, exercitar a espiritualidade, a fé, sem, necessariamente, qualquer vinculação religiosa).
Cultivar a beleza do silêncio, da solidão, a contemplação da natureza, exercitar-se no aprimoramento do senso estético. Melhor a própria imagem do ponto de vista estético: cores, roupas, bom gosto, cuidados.
Fazer exercícios d busca de soluções alternativas, desenvolvendo a imaginação, a fantasia, a intuição, o pensamento abstrato, a capacidade de inovação, iniciativa, criatividade e simultaneidade.
Cantar no chuveiro, ler poesia, apreciar letra, música e melodia, aprender a respiração diafragmática: inspira lenta e profundamente pelo nariz, prende o ar no diafragma e solta lentamente pela boca. Faça isto repetidas vezes.
Fazer alongamentos e ginástica com a finalidade de aprimorar a saúde e melhorar a estética do corpo, o controle do peso, a agilidade dos nervos, membros e músculos.
Realizar a decoração de ambientes, fazer arranjos florais, iquebana, desenvolver, sem medos ou preconceitos necessariamente ultrapassados o interesse por museus, exposições e mostras de arte e cultura.
Exercitar a criatividade, o senso estético, a presença de espírito, otimismo, bom humor, festividade e alegria. Praticar o romantismo, a empatia, a responsabilidade ecológica em todos os sentidos.
Expressar-se por meio da comunicação oral e escrita na forma de crônicas, poemas, declamação, biodança, yoga, expressão corporal ou trabalhos manuais artísticos.
Desenvolver a sensibilidade, o interesse pelas manifestações folclóricas, as artes populares, a simplicidade das coisas, a graça, a beleza, as manifestações de amor, carinho e atenção pelo outro, sem distinções.

Claro que você não vai negar a sua personalidade, seja lógica, emocional ou prática. Não se trata disso. O que se quer aqui é alertar para a necessária proporcionalidade, agregando sempre a emoção, o sentimento, a beleza, à lógica, o conhecimento, a razão, com sentido prático, operacional e de resultados. E não, como até hoje, considerando apenas os resultados, sem se preocupar com o restante, criando o caos no mundo, a miséria, a fome, a opressão, a degradação da natureza, o aquecimento global, a violência.
Se começarmos a agir assim, mudaremos a nós mesmos, nossas famílias, equipes de trabalho, comunidades. Enfim, estaremos dando a contribuição para melhorar o mundo, garantindo a sustentabilidade da vida para as gerações de um futuro bastante próximo, também para muitos de nós. Precisamos integrar as pessoas, com equipes multidisciplinares de cérebro direito, esquerdo e prático e não só de seres lógicos, operacionais, competentes, mas frios, calculistas e distantes. As escolas precisam entender que as pessoas aprendem diferentemente por métodos personalizados, para fins distintos e para um mundo complexo e não mais, linear e fragmentado que morreu nos anos 60.
Não dá mais para vestir a mesma camisa de força em todo o mundo, o que, além de uma crueldade, é um crime sem proporções. Agrupe os artigos sobre os enigmas do cérebro das três últimas edições, faça as cópias e saia por aí formando opiniões, provocando sorrisos e ensinando as pessoas a serem inteiras e felizes. Não viemos ao mundo a passeio. Precisamos fazer a nossa parte. E se você tem este conhecimento, a responsabilidade passa a ser também sua: “Pés no chão, cabeça nas estrelas e mãos na massa.” Com certeza.
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

"...MAIS UMA VEZ A EDUCAÇÃO"


Para nós educadores é muito comum defrontarmos com um problema que vem de encontro a uma séria discussão feita atualmente pelos grandes pensadores do tema em todo o mundo. Trata-se do que as escolas têm feito para motivarem seus alunos, que, de uma maneira geral, não se predispõem a gostar delas, a freqüentá-las e a realizar as ações relativas às funções e às tarefas dos estudos. Em síntese, a grande maioria dos alunos não gosta de estudar, de ir a escola, pelo contrário, sente um prazer incontido em depredá-la, pichá-la, destruí-la, e, se pudesse, abandona-la-ia imediatamente, e para sempre.
Os alunos só gostam mesmo é de falar em férias, recessos, gereves de professores, então, é um dos temas preferidos, folgas e feriados. Numa pesquisa feita para uma dissertação de Mestrado a pesquisadora detectou que a frase que os alunos mais gostam de ouvir, sendo motivo de ovação, aplausos e gritos de alegria é a seguinte: “... Amanhã não haverá aula...” Ora, alguma coisa está profundamente errada com a educação, seus processos e atividades.
Recorro aqui ao clássico discurso da escola como aparelho ideológico do Estado opressor, o que, infelizmente, grande parte da categoria dos educadores não quer entender, resistindo bravamente a todo processo de uma mudança completa, necessária e inadiável.

Quando você vai por exemplo, a um restaurante e o prato escolhido está muito salgado ou cru e deveria estar bem assado, a culpa não é sua, enquanto cliente; mas de quem o fez, dos cozinheiros, chefes, enfim, da equipe responsável pelas tarefas culinárias. O mesmo acontece com a escola: os profissionais que nela atuam é que são os diretamente responsáveis por seus processos e resultados. Eles é que precisam descobrir fórmulas de motivar os alunos, de integrá-los à ação da escola, avivar a vontade, o interesse, o prazer de estudar e de estar e permanecer nela.
Ainda hoje, ao contrário do que pensa fazer, boa parte dos educadores, sobretudo os mais convencionais e ortodoxos, estão a serviço de uma ação contra o ser humano e a favor do capital; contra o aluno e a favor da estrutura econômica; contra a vida e a serviço do poder, da dor, do sofrimento das pessoas e das agruras do mundo, atendendo a um poder terrível e monstruoso: um crime silencioso contra a felicidade das pessoas. Os educadores fazem de tudo para ensinarem o que os alunos não precisam, mas ao contrário, o que odeiam e rejeitam porque não serve a eles, mas para adequá-los aos interesses das empresas, do poder, da economia internacional, da destruição da paz e da vida.
E eles, por sua vez, ao se verem preteridos de possíveis conhecimentos e aprendizados que figurem entre os que vão ajudá-los a viver melhor, se rebelam contra a escola, o que, segundo Rubem Alves pode significar um processo psicológico de defesa, o que ele considera como um fator humano absolutamente natural, quando diz: “Por vezes a maior prova de inteligência se encontra na recusa em aprender. É que o corpo tem razões que a didática ignora. É preciso discernir o que é bom para a vida daquilo que só é bom para o lucro”. Não posso aqui deixar de concordar com R. Alves, até porque tem sido este o meu discurso ao longo dos anos.
Entendo que o fracasso da educação e da escola, a resistência dos alunos, a reprovação, o vandalismo, o desinteresse, enfim, a crise educacional é responsabilidade exclusiva dos professores , dos gestores da escola das autoridades educacionais em todos os níveis. E o pior, os educadores ingênuos não sabem e não querem saber disso. O que faz parte do jogo doentio do poder.
Quase nada do que a escola ensina tem o menor interesse para a vida, o cotidiano, as descobertas, a felicidade, o prazer, a alegria, a concretização dos sonhos. Mas ao contrário, serve para adequar o aluno a um mundo de exploração e sofrimento, sem que ele se dê conta disso. Enfim, a educação é uma espécie de antídoto amortecedor dos rigores da dominação. E o faz por meio de instrumentos adestradores, aniquiladores da vontade, do prazer, do desejo. Em síntese, a escola acaba se transformando numa arena de sofrimento, negação, desprazer e obrigações, não proporcionando interesses ou motivações outras. Estar na escola é um martírio para muitos, principalmente para os mais inteligentes, perspicazes, críticos, inquietos - que enxergam nas entrelinhas, não são bobinhos incautos à pura maldade institucional da escola - que são justamente aqueles mais propícios ao vandalismo, ao quebra-quebra, ao questionamento, à algazarra, à farra pois precisam extravasar a sua energia acumulada.
Precisamos repensar a escola com muita profundidade e fazê-lo a partir de sua dinâmica interna, ou seja, da cabeça de quem a faz funcionar. Os educadores devem dominar um novo e revolucionário conceito do que seja a educação e suas práticas. Resolver suas questões de auto-estima, de afetividade, de visão das coisas e do mundo...coitados! Enxergar criticamente o papel da educação, da escola e seus condicionantes políticos e psicológicos em relação à evolução histórica do mundo e da vida, percebendo os serviços e desserviços que prestam à sociedade.
À revelia dos avanços tecnológicos, dos ciclos econômicos e produtivos, a escola é uma das instituições mais conservadoras, antigas, tradicionais e estagnadas. Ela continua na idade da pedra, literalmente – os professores para ensinar ainda escrevem na pedra – por mais incrível que possa parecer. Funciona da mesma maneira às gerações a fio, com o professor de pé em frente, cuspindo poder e condicionando os alunos a recebê-lo e aplicá-lo da forma que foi imposta e a qualquer custo, pois assim teremos cidadãos subservientes, trabalhadores submissos, consumidores em potencial, perpetuando a exploração, a miséria, a fome de muitos, em troca do poder, do bem-estar e da riqueza de poucos.
Portanto, a tão sonhada melhoria da qualidade de vida que tanto esperamos, o fim da crise que assola o planeta, da degradação da natureza, da violência urbana, por exemplo, dependem muito do papel, da coragem e da ousadia das autoridades educacionais, dos gestores da escola, em última instância, dos educadores em geral, cabendo a cada um o começo deste processo, repensando e refazendo a sua parte, as suas práticas. Talvez fosse bom recomeçar pelo amor, a autocrítica. Recomeçar pela verdade e a vida, a natureza, o planeta agradecerão com um sorriso de esperança, alegre e franco nos lábios.